População generaliza crítica sobre UTI Pediátrica e beneficia Taques
Supermoveis


Macropel

População generaliza crítica sobre UTI Pediátrica e beneficia Taques

Fonte: Da Redação
SHARE
Foto - Ahmad Jarrah/CircuitoMT

A população de Rondonópolis sempre foi tida como uma das mais politizadas de todo o estado de Mato Grosso, sua representatividade atual demonstra isso, mas o desespero dos 220 mil habitantes, bem como de boa parte da região sul/sudeste, temendo o caos com o fechamento da UTI Pediátrica – inaugurada em 2016 na Santa Casa de Misericórdia da maior cidade do interior -, demonstra que, embora o ativismo realmente exista, há ainda muita falta de informação.

Pelo fato da cidade ter dois deputados federais, Adílton Sachetti (PSB) e Carlos Bezerra (PMDB), dois senadores da República, José Medeiros (PODE) e Wellington Fagundes (PR), além do ministro da Agricultura e Pecuária Blairo Maggi (PP) – todos com domicílio eleitoral no município – o assunto virou uma verdadeira salada de acusações e tem gente achando que é obrigação de parlamentar pagar a conta de hospital filantrópico.

Os repasses em atraso na unidade, que somam cerca de R$ 5 milhões e que ocasionaram a paralisação dos serviços são obrigação, embora a legalidade do pagamento é contestada pelo próprio Pedro Taques, unicamente do governo do estado. A gestão atual que comanda Mato Grosso, que não conseguiu colocar as contas em dia desde seu primeiro expediente no Palácio Paiaguás, é a única responsável por toda a situação calamitosa criada.

Enquanto estão na China em missão oficial, o titular da cadeira e seu vice, Carlos Fávaro (PSD), deixaram, coincidentemente, a “batata quente” nas mãos do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB) que, por ora, é oficialmente o governador.

Só para passar as coisas a limpo, atribuição de parlamentar é legislar, fiscalizar e também lutar por recursos para a unidade da federação que representa e, diga-se de passagem, toda bancada federal mato-grossense, com os oito deputados e três senadores, tem feito muito bem. Só do Fundo de Exportação (FEX), que funciona como uma espécie de compensação pela perda de arrecadação que os estados com a característica de produção do Mato Grosso têm, em virtude da Lei Kandir, foram deliberados R$ 400 milhões já em 2015, pagos em quatro parcelas, sendo a última quitada em junho de 2016 pela União.

Também no fim do ano passado, em outro trabalho deliberado pela bancada, mais de R$ 80 milhões chegaram aos cofres estaduais de recursos provenientes da chamada “repatriação”, fruto de outra ação legislativa. Nos próximos dias é esperado um novo montante do FEX, bem como a liberação de mais de R$ 120 milhões em emenda coletiva, também indicada por todos deputados e senadores, unicamente para socorrer a saúde do estado.

Para o ano que vem, uma grande parcela das indicações a que têm direito os parlamentares também ficará para o atendimento do setor essencial da saúde.

Além disso, parlamentares como Sachetti e Medeiros já mandaram, em 2016, suas cotas pessoais de emendas para a própria Santa Casa, envolvida agora no impasse. O segundo disponibilizou R$ 3,6 milhões, enquanto Sachetti enviou cerca de R$ 800 mil que já estão nos cofres da unidade para modernização e compra de equipamentos.

Fagundes e Blairo já haviam destinado, ainda em 2015, mais R$ 1 milhão para a melhoria da infraestrutura da unidade. A verdade é que as redes sociais realmente possibilitaram um instrumento revolucionário na contemporaneidade e a melhora da comunicação em vários setores, mas também é inegável que virou campo de guerra para ignorante.

Assim como ninguém pode cobrar um professor para que esse realize a prisão de um criminoso, embora ele tenha um papel indireto no assunto quando pode contribuir com a prevenção da entrada de cidadãos no caminho da ilegalidade, é preciso saber também qual a atribuição de cada político, sendo ele do legislativo ou do executivo, até para que a cobrança seja eficiente e justa. Do contrário, sobretudo em véspera de ano eleitoral, a demagogia toma conta e a solução se esconde. Importante ainda se faz dizer que parte da culpa do incentivo ao “comportamento de manada” da população deve ser atribuído à direção da Santa Casa, que ao invés de focar o verdadeiro alvo das cobranças, conclama ao povo a “pressionar os políticos” e aí inicia a caça às bruxas.

Montreal

4 COMENTÁRIOS

  1. Como não cobrar a dita classe política, se eles nos representam, e a culpa são de todos sim, se não fosse responsabilidade porquê tais politicos citados estavam na inauguração da mesma UTI que agora está fechada, na verdade a responsabilidade não é deles que estão lá, mas é nossa que elegemos para tal responsabilidade.

  2. Opa ! Alto lá. Cada um com seus problemas e cada cargo político com a sua atribuição. O maior culpado nessa salada se assim posso dizer é o governador Pedro Taques. Administração pífia até agora.

  3. Pelo que entendi vcs estão culpando a direção da Santa Casa pela ineficiência de nossos políticos?
    Se eles estivessem pressionando o governador com certeza esses recursos atrasados já estariam aqui.
    Com certeza se eles fossem levar algum dessa bolada estariam todos como loucos apertando o governador.
    Kd a força política de nossos representantes?

  4. O problema é que dinheiro vem dinheiro vai e a “Santa” Casa não presta contas a ninguém de como e onde gasta o dinheiro dos nossos impostos. Mais transparência é o mínimo que se pode exigir de uma instituição que recebe dinheiro público.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

SHARE
Previous articleEm Rondonópolis, serviços essenciais serão mantidos no feriado
Next articleBezerra garante PMDB na luta pelo topo