Pontos negativos dos candidatos devem ser decisivos para o eleitor em Rondonópolis
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Pontos negativos dos candidatos devem ser decisivos para o eleitor em Rondonópolis

Em 2016, eleitor deverá usar a "balança" e os aspectos pessoais de cada candidato para definir seu voto

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Percival Muniz, Rogério Salles, Zé do Pátio - todos ex-prefeitos de Rondonópolis - concorrem com o novato Rubens Cantuário

Da Redação

Com as redes sociais postas a serviço da troca de informações em alta velocidade, talvez como nunca foi na história de Rondonópolis e de todas as cidades do Brasil, em uma campanha eleitoral, o ano de 2016 deve ter a apreciação da figura pessoal dos candidatos como parte decisiva para a análise completa que os eleitores farão para definir seu voto nas eleições de outubro. Isto porque, notadamente, Facebook, Instagram e Cia Ttda não têm tabu para qualquer tipo de assunto e tendem a tocar o dedo nas principais feridas, muito mais que a própria imprensa.

Em Rondonópolis, mesmo que os candidatos cumpram a promessa que estão fazendo de levarem a campanha mais para um lado propositivo e do debate da ideias, quem conhece Percival Muniz e Zé Carlos do Pátio sabe que dificilmente isto será cumprido, tendo os dois na disputa. Sobretudo, porque se caracterizam em não se furtar de abordar assuntos que vêm à tona sobre seus nomes e, diga-se de passagem, devem vir muitos na internet.

Dentro disso, somada a própria rejeição pela política como um todo e até uma torção de nariz pessoal pelos quatro nomes apresentes, por mais que não se queira, o votante acabará fazendo um raio-x de cada candidato e de tudo que o envolve para definir seu voto. Com os perfis dos três principais favoritos já bem conhecidos, os “contra” de cada um devem ser decisivos na reflexão pré-urna. Compare:

Percival Muniz (PPS)

Pró – Tem perfil destemido, conhecido por não economizar em ousadia no ato de deliberar suas ações políticas. Consegue aglutinar bem politicamente, dialoga com habilidade com as lideranças partidárias e sempre acha um jeito de “quebrar o gelo” e manter o apoio que necessita. Obs: Embora seja algo positivo, atualmente a Gestão Pública não permite que nenhum risco saia fora do traçado delimitado por diversos órgãos que fiscalizam a movimentação de recursos públicos. Mesmo em tempos mais difíceis, Percival tem conseguido, mesmo que aos trancos e barrancos, ficar fora da guilhotina dos guardiões da legislação.

Contra – Está desgastado por uma gestão impopular em que, a não ser pelo seu último ano de governo, delegou a tarefa de dialogar com as lideranças e com a própria comunidade em dois jovens que compuseram o seu governo e que nunca conseguiram ter sensibilidade e trato político para elevar a aprovação de sua gestão. Sua mania de falar muito e alfinetar os adversários, muitas vezes sem a comprovação da verdade, acaba lhe trazendo mais problemas que soluções, até jurídicos, como foi o caso recente com o vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro. Por brincar muito e assumir publicamente o jeito “bonachão”, não é o tipo de político que veste bem a dita seriedade, extremamente requisitada pela opinião pública.

Rogério Salles  (PSDB)

Pró – Experiência de gestor como ex-prefeito da própria Rondonópolis e ex-governador do estado de Mato Grosso, além de um empresário de sucesso em sua área de atuação, o agronegócio. Rogério sempre foi muito requisitado por qualquer coligação política que se prepara para uma eleição pelo fato de ser considerado um nome conhecido da população e sem manchas. Alguém que de maneira rara conseguiu construir uma carreira política de mais de 30 anos sem ter a cicatriz da corrupção junto a si.

Contra – Participou da gestão Percival Muniz e, embora com a limitação de um vice, fica dificultada a tarefa de fazer qualquer crítica mais ferrenha à administração atual pelo fato de que, na prática jurídica, participava dela. Carrega consigo o pesado histórico de nunca ter ganho uma eleição concorrendo diretamente como o candidato que encabeçava a chapa. Tem fama de burocrata, ou seja, se apega muito aos pequenos detalhes e as minúcias da administração, o que, na visão de alguns, acaba travando ainda mais o já demorado processo de deliberação de ações por parte do Poder Público.

Zé do Pátio  (SDD)

Pró –  É aquele, especialmente dentre os principais favoritos, que melhor dialoga com a grande massa popular. Talvez seja um dos últimos políticos não só de Rondonópolis, mas de Mato Grosso, a ainda ter seguidores voluntários fieis apaixonados. Trata-se de um homem extremamente disposto e com um fôlego capaz de lhe dar boa margem de vantagem sobre os outros na chamada política corpo a corpo. Nunca deixou pegar em si o desgaste específico da desonestidade. É tido, até mesmo por quem não o aprova por outros motivos, como um político que não faz falcatruas.

Contra – Sua gestão à frente da Prefeitura de Rondonópolis, de 2009 até 2012, que foi adiada por uma cassação de mandato por crime eleitoral, deixou claro para muitos que Zé não tem as características necessárias para um bom gestor. Suas ações pessoais de isolamento e a repetição constante de um complexo de perseguição política, respingaram no andamento dos trabalhos do Executivo Municipal como um todo e desagradaram a classe média, extremamente numerosa, formada principalmente por empresários e profissionais autônomos, além de uma faixa grande até de seus próprios apoiadores. Estes últimos, decepcionaram-se com o prefeito que viram e só se reuniram novamente a Pátio para o ajudar a retornar ao posto de parlamentar, onde tudo parece fazer mais sentido para este político.

Rubens Cantuário (PSOL)
Prós – Surpresa na disputa, o psolista pode dizer com todas as letras que é o “novo” o pleito. Embora acabe não se configurando, na prática, na computação dos votos em urna, o anseio por renovação é sempre o mais repetido nas pesquisas anteriores até mesmo ao início das campanhas. Sem carreira política eletiva, tem a “leveza” de poder escolher o discurso que quer fazer sem ter a preocupação de estar sendo incoerente por qualquer fato passado.Contra – É um ilustre desconhecido para a maior parte da população. Depende exclusivamente de uma campanha surpreendente para conseguir algum sucesso, já que não está em um partido onde existe uma militância tão volumosa que o leve com a força que precisaria para crescer nas intenções de voto. Seguindo a risca a linha ideológica do seu partido, o que costumam fazer seus correligionários, não conseguirá muito efeito de aglutinação em Rondonópolis, haja vista que a esquerda está numa decrescente política no Brasil como um todo, impulsionada pela decadência petista.
Montreal

5 COMENTÁRIOS

  1. Destes somente Percival é rejeitado pela população. Não podemos esquecer que se Percival for reeleito, já está aprovada a cobrança do lixo, uma casa de 3 pessoas pagará a bagatela de R$ 40,00 mensais, chegando até R$ 800,00 para uma casa maior. Estacionamento passará para R$ 3,50.

  2. Perciva,pra min e o melhor,tem coragem,ousadiia,para fazer obras de grande impacto,e um ótimo gestor para o servidores público….

    • (ÓTIMO GESTOR PARA O SERVIDOR PÚBLICO) Essa está entre as três maiores ilações do ano! Talvez o seja para a “PENCA” DE ASPONES e para alguns milhares de cargos de confiança. Estive na Prefeitura na segunda feira, e pelo que ouvi de vários servidores, e a bola do Perci tá murchinha, murchinha . . .

  3. Sobre Zé do Pátio: “Sua gestão à frente da Prefeitura de Rondonópolis, de 2009 até 2012 […] deixou claro para muitos que Zé não tem as características necessárias para um bom gestor”
    Finalmente uma frase coerente neste site!
    Parabéns…

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