Politec chega só quatro horas depois de assassinato em Rondonópolis
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Politec chega só quatro horas depois de assassinato em Rondonópolis

Fonte: Da Redação NMT
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Foto Ilustrativa - Carlos Willian

Toda família e vizinhança do homem identificado como Mauro Sergio Gonçalves, 33 anos, surpreendido com vários tiros e morto na varanda de sua própria casa no Jardim Primavera, em Rondonópolis, neste domingo (24), véspera de Natal, certamente não vai esquecer da cena que viu nem que se esforce para isso. Isso porque os profissionais da Politec – Perícia Oficial e Identificação, responsáveis por fazer a coleta de possíveis provas e demais inspeções no local do crime, demoraram mais de quatro horas para realizar o atendimento, alongando a agonia de quem presenciou todo o caso. A casa rapidamente virou “ponto turístico” da região e curiosos tiveram tempo de se aproximar do local onde o corpo, todo ensaguentado, permaneceu por boa parte da tarde.

Em virtude da equipe de socorro médico ter constato o óbito no local e da morte ter sido gerada por um crime, tanto os profissionais do Serviço Móvel de Urgência – Samu como os do Instituto Médico Legal – IML não têm autorização para retirar a vítima dali até o trabalho minucioso da Politec. Ocorre que a escassez de efetivo da perícia acabou ficando evidente visto que como a unidade de Rondonópolis é regional a equipe titular de plantão estava atendendo uma ocorrência em São Lourenço de Fátima há várias horas na busca de um outro corpo. Acionados, os peritos se negaram a retornar fazer o trabalho enquanto não finalizassem na cidade vizinha, mesmo sem sequer ter encontrado a vítima nesta segunda localidade.

Fontes ouvidas pelo NMT disseram que havia uma segunda equipe em Rondonópolis, mas que alegou dependência técnica da que estava deslocada e que devido a isso não podia realizar o atendimento do corpo de Mauro. Ou seja, até para morrer é importante ter hora no Brasil e entender que em alguns momentos a coisa realmente não. Sendo assim, a sociedade espera da bandidagem alguma consciência em não executar mortes seguidas em vésperas de feriado ou outros momentos fora do horário comercial. Ainda sobre o caso de Mauro, quando enfim chegou os profissionais não carregavam consigo sequer as famosas fitas de isolamento para impedir que a circulação de pessoas atrapalhasse a coleta de materiais.

Segundo apurou o NMT junto a policiais que atenderam o caso e que ouviram testemunhas, o executor de Mauro era um rapaz moreno de camiseta verde, que usando capacete chegou correndo, pulou o portão e invadiu a da casa da vítima já realizando os disparos sem lhe dar qualquer chance de evacuação ou defesa.

Montreal

3 COMENTÁRIOS

  1. A Culpa disto não é da Politec não é Dos nossos Políticos ano que vem tem eleições vamos ver se os eleitores vão mudar este quadro

  2. Como perito responsável pelo atendimento dos dois locais tenho correções a fazer sobre a reportagem:

    Primeiro, durante a ocorrência em São Lourenço o barco em que estávamos resgatando o cadáver teve o funcionamento do motor interrompido devido a um defeito, ficamos assim mais de 2 horas a deriva no sol no aguardo de um segundo motor para finalizarmos a ocorrência, na qual sim encontramos a vítima e trouxemos para a margem e mais uma família vai conseguir velar seu ente querido.

    Segundo, só soubemos do homicídio quando conseguimos voltar a margem, nunca fomos acionados e menos ainda nos negamos a ir. Não havia sinal de celular e no momento em que o policial civil que estava juntamente conosco no rio passou a informação nos deslocamos imediatamente.

    Terceiro, ao chegarmos ao local não havia necessidade de fita de isolamento uma vez que havia um portão fechado fazendo essa função. Ninguém passeou pelo local depois da chegada dos peritos, e aqueles que o fizeram antes só servem para atrapalhar o serviço e aumentar a impunidade.

    Quarto, não havia equipe reserva, e sim uma equipe para ocorrências externas e outra para entorpecentes, infelizmente na data de hoje não havia como atender as duas ao mesmo tempo.

    Antes de fazer reportagens sensacionalistas vocês deveriam checar se as informações são verdadeiras…

  3. a realidade que o profissional da segurança seja, perito ou policial atravessa, nenhum jornal ou site retrata… é importante entender como funciona o sistema, a estrutura oferecida e etc

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