Policiais denunciam insalubridade e abandono de delegacia em Cuiabá
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Policiais denunciam insalubridade e abandono de delegacia em Cuiabá

2ª Delegacia de Polícia, antigo Cisc Planalto, está com móveis quebrados e falta de estrutura para abrigar presos. Sindicato teme pela segurança dos policiais.

Fonte: G1 MT
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Policiais que trabalham na 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá (antigo Cisc Planalto) denunciam a situação de abandono e insalubridade no local. O local abriga uma grande quantidade de veículos apreendidos, está com móveis quebrados e falta de estrutura adequada para as pessoas que ficam presas na delegacia. A unidade recebe todas as situações de flagrantes de ocorrências, menos casos de homicídio.

“A estrutura é insalubre, com grande quantidade de veículos, motos, carros e veículos jogados no pátio, acumulando bichos, podendo causar doenças para a comunidade que vai registrar a ocorrência quanto os servidores”, disse a diretora financeira do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil, Edileuza Mesquita.

O sindicato diz que relatou a situação para a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) de Mato Grosso e para a diretoria da Polícia Civil em 2015. O pedido foi retificado no ano passado. O sindicato teme até pela segurança dos 113 policiais que trabalham aqui.

O Ministério Público também deve investigar a situação. Uma das situações mais graves apontadas é que no momento de registrar ocorrência, que é feita aqui em uma sala, a vítima e suspeito ficam juntos no mesmo espaço.

Segundo a denúncia, isso geraria constrangimento e risco para a vítima, além de atrapalhar o trabalho dos policiais. A delegacia só tem três celas, número insuficiente na avaliação dos policiais.

“O adolescente, às vezes, fica na mesma cela que o adulto. Também não tem cela para pessoas embriagadas. A pessoa quando é preso por embriaguez, ela acaba provocando quem não está embriagado e pode ocorrer o risco de morte ali dentro da cela”, completou Mesquita.

De acordo com Mário Resende, diretor de execuções da Polícia Civil, um processo sobre a reforma da delegacia já está em andamento. O processo está sob análise na Sesp e deve passar para a fase de licitação.

“Quando a comunidade chega para ser atendida, ela acaba padecendo e sendo vítimas duas vezes: é vítima da criminalidade e é vítima da omissão do estado em oferecer para a comunidade melhores condições de trabalho”, finalizou Mesquita.

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