Polícia continua perícia do acidente com carro da Tuiuti nesta segunda
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Polícia continua perícia do acidente com carro da Tuiuti nesta segunda

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Segundo delegado responsável pelo caso, ainda é prematuro falar sobre quem são os responsáveis

O delegado William Lourenço Bezerra afirmou que a perícia para apurar os responsáveis pelo acidente com um carro alegórico da Tuiuti, no Grupo Especial do Rio, continua nesta segunda-feira. Segundo ele, ainda é prematuro falar sobre quem são os responsáveis. Oito pessoas foram feridas.

“De manhã vamos complementar o trabalho, ouvir as pessoas e identificar o motorista. Ele não opera o carro sozinho, há pessoas que o guiam de um lado para o outro. Então vamos ter cautela”, afirmou a jornalistas.

Segundo ele, a perícia vai entrar no carro alegórico, olhar a parte debaixo dele”. O veículo segue apreendido.

O ACIDENTE

Vinte pessoas ficaram feridas ao serem atingidas por um carro alegórico no desfile da Paraíso Tuiuti, na noite deste domingo (26) , na Marquês de Sapucaí, no Rio. Um dos carros da escola perdeu o controle e prensou pessoas na grade que separa a pista da arquibancada.

Alguns feridos ficaram presos nas ferragens e bombeiros tiveram que serrar a grade. Duas pessoas foram levadas para o Hospital Souza Aguiar com ferimentos graves, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio. Outras seis vítimas foram levadas para o hospital Miguel Couto.

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Estão entre os feridos Bárbara Campello, repórter; Lucia, fotógrafa, que teve fratura exposta na perna esquerda e traumatismo craniano leve; Liza, da Rádio Ação FM; Severino Silva, do jornal “O Dia”; Maria de Lurdes de Moura, de 58 anos, que teve fratura exposta nas duas pernas, traumatismo craniano e traumatismo de face e está em estado grave; e Elisabeth Joffre, que quebrou o fêmur.

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Um advogado da Riotur informou que carro da Tuiuti não sairia da dispersão enquanto não acontecesse a perícia, mas a Liesa alegou que isso prejudicaria os outros desfiles e o carro seria levado para uma área mais ao fundo. Policiais da 6ª DP já estavam na dispersão para a realização da investigação.

A jornalista Bárbara Campello, uma das feridas, disse em entrevista à rádio CBN que sofreu luxações e escoriações no braço. “Eu tenho que agradecer a Deus. Teve casos piores. Uma amiga teve fratura exposta na perna, a outra teve as duas pernas prensadas contra a grade. Eu fui derrubada e fui parar quase debaixo do carro alegórico”, contou à rádio.

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O jornalista Paulinho Carioca, marido de Elisabeth, que ficou ferida no acidente, contou sobre o momento do acidente. “Tinha acabado de subir, fui entregar uma capa de chuva para ela. De repente houve uma gritaria. A impressão que tive é que foi engatada uma ré, o carro voltou com muita rapidez. Aquela gritaria. Quando o carro voltou e saiu do lugar, eu a vi caída.

De acordo com ele, a ambulância que levou a mulher até o hospital Souza Aguiar levou quase meia hora no trajeto entre a Marques de Sapucaí e o hospital. “Eu levei 25 minutos para chegar aqui do Sambódromo. Tem que ter uma via totalmente expressa e definida para o socorro de pessoas. Tinha 70 mil pessoas no Sambódromo. Poderia ser mais grave”, afirmou.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os casos com maior gravidade são de três mulheres transferidas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, o mais próximo da Sapucaí – uma delas foi posteriormente tranferida para o hospital Miguel Couto. Outras cinco vítimas, com menor gravidade, também foram levadas para o Miguel Couto. Doze pessoas foram atendidas nos postos médicos do sambódromo e foram liberadas em seguida – algumas vítimas buscaram atendimento em função do nervosismo provocado pelo acidente.

As fotos mostram o desespero de pessoas que estavam em frente às salas, entre eles jornalistas.

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Com informações do Estadão Conteúdo.