Polícia Civil prende mais de 350 procurados da Justiça em ações da...
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Polícia Civil prende mais de 350 procurados da Justiça em ações da Polinter

Fonte: assessoria
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Foto: Ilustrativa

Mais de trezentos e cinquenta criminosos foragidos da Justiça tiveram os mandados de prisão dado baixa no sistema da Delegacia de Capturas da Gerência Estadual de Polinter, no período de janeiro a 24 de agosto de 2017. Ao todo, 351 pessoas com ordens de prisão foram capturadas na região metropolitana e também no interior do Estado.

Conforme o delegado chefe da Polinter, Juliano Silva de Carvalho, os foragidos eram procurados por crimes hediondos como homicídios, latrocínios e estupros, mas também por roubos, violência doméstica, prisão civil por falta de pagamento de pensão, tráfico de drogas e outros.O delegado explicou que a Polinter faz um filtro dos mandados que chegam à unidade, buscando pelo paradeiro dos autores inseridos em investigações antigas, cujo endereço já não é mais aquele de quando praticou o crime. “Nossos policiais fazem pesquisa individual nas fontes abertas e, após esse levantamento interno, os investigadores vão a campo”, disse.

Todos os mandados encaminhados para cadastro no Sistema de Mandados de Prisão da Polinter são distribuídos de forma aleatória para o cumprimento. Mas quando, durante a pesquisa, chega a informação de que há risco de vida à vítima e às testemunhas, recebe prioridade total. “Quando vem a informação do Judiciário, da Delegacia ou da própria vítima, que existe ameaça, já separamos. Damos prioridade porque é um potencial homicida”, afirmou Carvalho.

A parcial de mandados cumpridos até 24 de agosto de 2017 é de 351. O número já é superior ao ano de 2016, em que a Polinter cumpriu 287 prisões e 2015 que a unidade concluiu o ano com 177 ordens judiciais cumpridas. De acordo com o diretor de atividades especiais, o aumento da produtividade da Polinter é resultado da reestruturação e reformulação da forma de trabalho da delegacia.

“A unidade extremamente importante para Polícia Civil para cumprimento e controle de mandados e cartas precatórias foi reforçada com pessoal e viaturas e também com uma nova metodologia de trabalho, que tem colaborado para os bons resultados da unidade. A atuação diferenciada contribui para a localização dos foragidos e para uma produvidade cada vez maior”, destacou Modelli.

Um dos presos é Israel Ricardo Paixão dos Santos, de 20 anos, que teve o mandado de prisão cumprido no dia 22 de maio, no bairro Pedra 90. Ele é acusado de assassinar Thaisa Geovana Passos Vieira, 15, no dia 28 de junho de 2015, no bairro Pedra 90. A vítima era ex-namorada do suspeito e foi morta com 4 disparo de arma de fogo no tórax.

Segundo uma testemunha, a vítima e uma amiga estavam em frente à casa, quando Israel apareceu e atirou duas vezes. As duas correram para o interior da casa e o suspeito efetuou mais dois disparos pela janela. Ferida, a vítima ainda correu, mas caiu na porta da cozinha, local em que o suspeito efetuou mais dois disparos contra a adolescente já no chão.

Também com prisão decretada por homicídio, Vanildo Moreira da Silva, de 44 anos, conhecido por “Pé de Ferro”, foi preso no dia 15 de maio, no bairro Jardim Vitória. A prisão foi expedida pelo assassinato de um pai de família, na frente da filha de 8 anos. Ele estava com mandado de prisão expedido pela 12ª Criminal de Cuiabá, pelo homicídio.

Em 2016, o mesmo suspeito teve um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal e no ano de 2012 teve prisões decretadas pela 5ª, 6ª Vara Criminal e um pela Comarca de Nobres, por envolvimento em outros crimes.

O médico ortopedista, Célio Eiji Tobisawa, 50, condenado a 17 anos de prisão em regime fechado, por estupro de vulnerável e ato violento ao pudor, teve o mandado de prisão decretado pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

O mandado de prisão dele chegou a Polinter e durante a pesquisa foi identificado que ele estava em São Félix do Araguaia (1.200 km a Nordeste), local onde teve a prisão cumprida pelos policiais da Delegacia da Polícia Civil local, no dia 17 de agosto, em seu consultório médico.

O ortopedista responde também por processo criminal na Comarca de Cáceres (225 km ao Norte), pelos mesmos crimes. Ele mantinha um consultório médico na cidade de São Felix do Araguaia, onde realizava atendimentos a cada 15 dias, além de prestar serviço laboral para o município.

Montreal