Polícia afirma que morte de menor João Victor de 13 anos, ocorrida...
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Polícia afirma que morte de menor João Victor de 13 anos, ocorrida em fevereiro, foi latrocínio

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Assessoria PJC

Esta semana, os delegados Divina Martins (Delegada Regional) e Claudinei Lopes (titular da Delegacia Especializada do Adolescente) apresentaram, em coletiva à imprensa local, o encerramento e elucidação do latrocínio que vitimou o menor João Victor dos Santos Silva, de 13 anos, ocorrido em 25/02/2015, por volta das 7h, no bairro Cascalhinho.

O caso foi de grande repercussão na cidade e região, pois o adolescente João saía para a escola e, foi covardemente, assassinado.

inicialmente, as investigações apontavam para um possível homicídio, já que João teria se envolvido numa briga no interior da escola com outros menores, dias antes do crime. Mas, agora, foi confirmado o latrocínio, sendo o autor Felipe de Jesus Santiago, vulgo “Calango”, 21 anos, que, também, foi indiciado por roubo majorado (emprego de arma).

CALANGO
Felipe de Jesus Santiago, vulgo “Calango”, 21 anos

Segundo a Polícia, primeiramente, antes de matar João, Felipe abordou uma Senhora de 54 anos, anunciou o assalto com graves ameaças e insistiu para que a vítima entregasse um aparelho celular, mas, como a vítima não possuía tal objeto, o meliante roubou uma bolsinha de mão com R$ 6,00 (seis reais) em dinheiro.

Em seguida, na distância aproximada de 50 metros, o mesmo autor abordou e matou o adolescente João Victor, para a subtração do telefone móvel. A senhora vítima do roubo anterior, foi ouvida na DERF e, através de fotografias, reconheceu Felipe como o autor do roubo e afirmou que, logo após ser assaltada, viu a movimentação de pessoas e do SAMU no atendimento da vítima João e “já imaginou que fosse o mesmo assaltante que tinha matado o menino”, devido a curta distância dos fatos;

Em investigação preliminar, os policiais civis da Divisão de Crimes Contra a Pessoa- DCCP/1ª DP, no dia 09/03/2015, apreenderam com uma mulher o celular roubado da vítima João Victor.

A suspeita irá responder pelo crime de receptação culposa e alegou que tinha trocado o telefone móvel com outro homem, o qual, ao ser interrogado no mesmo dia, afirmou que comprou o referido celular de um “noiado” (usuário de drogas), pagando R$ 250,00, por volta de duas semanas, antes do interrogatório, ou seja, entre os dias 25 e 26/02/2015 e, desta forma, logo após a consumação do latrocínio.

Tal comprador foi indiciado pela receptação Depois, já com a investigação DERF, o receptador apontou aos investigadores a residência do adolescente Eduardo Alves de Oliveira Godeny, 16 anos, como sendo o vendedor do aparelho celular e que foi assassinado no dia 18/04/2015, no Jardim das Flores.

A mãe de Eduardo foi ouvida na 2ª Delegacia (Vila Operária), que apura o homicídio e afirmou que o filho morto e o indiciado Felipe, “Calango”, eram parceiros nos consumos de entorpecentes e “foi Felipe que repassou o telefone móvel para Eduardo”, sendo o mesmo celular roubado da vítima João Victor. A testemunha confirmou a autoria através das fotografias exibidas na 2ª DP.

Juntando todas estas provas, o Delegado Claudinei Lopes, antes de sair da DERF em maio, concluiu o inquérito e representou pela prisão preventiva de Felipe, que está foragido e pode estar em outro Estado da Federação; as informações dão conta de que o mesmo fugiu ainda na mesma semana dos crimes; a prisão foi decretada pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Rondonópolis e as diligências continuam para a captura de FELIPE, que, também, foi indiciado pela DERF em 2014 por crimes de furto qualificado e corrupção de menores.

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