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PM tem 4ª comandante em menos de três anos após vazamento de prisões

Cerimônia de posse ocorreu na noite desta quinta, em Cuiabá. Mudança foi anunciada no dia em que seis policiais militares foram presos.

Fonte: G1
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Coronel Marcos Vieira da Cunha e o governador Pedro Taques se cumprimentam durante a cerimônia da troca de comando da PM em Mato Grosso (Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT)

O coronel Marcos Vieira da Cunha, de 44 anos, assumiu o comando da Polícia Militar de Mato Grosso na noite desta quinta-feira (29), durante cerimônia de posse no pátio do Quartel do Comando-Geral da PM, em Cuiabá. Cunha substitui o coronel Jorge Luiz Magalhães e será o 4º a ocupar o posto em dois anos e meio do governo Pedro Taques (PSDB).

A mudança no comando foi anunciada pelo governo na sexta-feira (23) após o vazamento de dois mandados de prisão contra coronéis da instituição, que ocupam cargos no primeiro escalão da atual administração. O governo alega, no entanto, que a mudança será feita para atender a critérios técnicos.

Quatro policiais militares foram presos suspeitos de terem ligação com o esquema de escutas clandestinas montado no Núcleo de Inteligência da PM. Outros dois teriam vazado informações sobre as prisões.

Cunha trabalhava na PM há 25 anos e atualmente ocupava o cargo de é secretário adjunto de Segurança Pública. No discurso de despedida, o coronel Jorge Luiz Magalhães disse que ficou no comando da PM pelo período de seis meses e declarou que sabia os motivos da saída dele do cargo.

“Sei perfeitamente o que estava fazendo à frente na função de comandante-geral. E sei também porque estou deixando a função. Eu fiz aquilo que a sociedade esperava de um comandante. O cargo é do governo e nós temos que respeitar”, comentou.

A solenidade contou com a participação de representantes do executivo, legislativo e judiciário. Porém, o governo não confirma a relação entre o vazamento de informações e a mudança no comando da corporação.

O corregedor-geral e o diretor de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes e tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira, que foram presos na sexta-feira, acabaram soltos na segunda-feira (26) depois de conseguirem habeas corpus.