PM que atirou em empresário já foi condenado por homicídio em MT
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PM que atirou em empresário já foi condenado por homicídio em MT

Fonte: Da redação
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A Corregedoria Geral da Polícia Militar confirmou que o soldado da Polícia Militar, Welliton Pinheiro da Silva, 35, suspeito de atirar contra o empresário Rafael em um baile funk em Várzea Grande já se envolveu em outro assassinato, ocorrido em 2009. O primeiro caso ocorreu também em uma festa popular, no estacionamento de uma universidade, na capital.

Na ocasião, Welliton atirou contra Roberto Cesar dos Santos após um desentendimento quando a vítima teria convidado a esposa do PM para dançar.

De acordo com a PM, Welliton responde o processo criminalmente “fora” da esfera militar, já que o crime ocorreu quando estava de folga.  Ele também respondeu um procedimento similar na corregedoria.

No processo judicial, a juíza Mônica Catarina Perri determinou que o policial fosse condenado a 6 anos e 6 meses de prisão, pena que poderia ser cumprida em regime semiaberto.  Houve uma condenação também para que o soldado perdesse o cargo militar, mas a defesa recorreu.

“A exemplo da ocorrência recente de Várzea Grande, ele estava de folga, portanto, não exercia atividades militares. Penalizado pela Justiça comum à perda da função pública, o policial recorreu e aguarda julgamento do recurso”, descreve nota da PM.

Até que o caso seja finalizado, o soldado exerce sua funções normalmente no batalhão da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam).

MORTE DE EMPRESÁRIO

Rafael Santi morreu após ser alvejado com um tiro no peito, depois de causar uma confusão na saída de uma festa Funk, em um local conhecido como Chácara das Poderosas. As primeiras informações dava conta que o policial estava “fazendo um bico” prestando serviço de segurança.

Segundo testemunhas, o rapaz se envolveu numa confusão na saída da festa e acelerou o carro “jogando lama” nas pessoas. Pouco depois, ele retornou armado e efetuou disparos no local. Foi então que o policial atirou contra ele.

Em áudio divulgado em grupos de WhatsApp apontam que Rafael se envolvia constantemente em confusões.

Após os tiros, Welliton fugiu do local e se apresentou nesta quarta-feira na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Ele alega que agiu em legítima defesa – já que o empresário lhe apontou a arma – e não estava fazendo bico de segurança no local.

Sobre a fuga, disse que temeu por sua segurança, já que havia diversos amigos e parentes de Rafael Santi no local. Com informações do Folhamax.