PM nega “bico” de segurança e reforça ter agido em defesa em...
Fullbanner1



PM nega “bico” de segurança e reforça ter agido em defesa em MT

Fonte: Da redação
SHARE

Welliton da Silva Pereira, policial do Batalhão de rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), apontado como suspeito de realizar os disparos que matou o empresário Rafael Henrique Santi  na madrugada do último domingo (8), em Várzea Grande, se apresentou à Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) nesta quarta-feira para prestar esclarecimentos. Ele depôs por mais de 1 hora ao delegado Marcelo Jardim.

O policial da Rotam negou estar trabalhando na festa funk realizada na “Chácara das Poderosas”. Ele explicou que estava numa comemoração com amigos.

Sobre o episódio que culminou com a morte do empresário, ele contou que ouviu os disparos e foi “checar a situação”. Ao ver que Rafael efetuava disparos de arma de fogo, o soldado se identificou como policial e pediu para ele entregar a arma.

O soldado da Rotam colocou que o empresário “resistiu” em deixar a arma e ameaçou efetuar novos disparos. Pelo fato do empresário representar risco aos presentes no local, o policial efetuou um disparo que atingiu o tórax da vítima.

O acusado ainda negou ter omitido socorro ao empresário, sendo o responsável por acionar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Ele disse que deixou o local para preservar sua segurança, já que havia muitas pessoas no lugar, inclusive amigos e familiares da vítima.

Após o depoimento, o policial foi liberado. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

O CASO

Rafael Santi morreu após ser alvejado com um tiro no peito, depois de causar uma confusão na saída de uma festa Funk, em um local conhecido como Chácara das Poderosas. As primeiras informações dava conta que o policial estava “fazendo um bico” prestando serviço de segurança.

Segundo testemunhas, o rapaz se envolveu numa confusão na saída da festa e acelerou o carro “jogando lama” nas pessoas. Pouco depois, ele retornou armado e efetuou disparos no local. Foi então que o policial atirou contra ele.

Um áudio divulgado em grupos de WhatsApp apontam que Rafael se envolvia constantemente em confusões.