Pimentel no olho dos outros é refresco…
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Pimentel no olho dos outros é refresco…

Fonte: Da Redação
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Esq.P/Dir: Vilmar Pimentel; o líder nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio. Foto: Arquivo Pessoal

O vereador por Rondonópolis, Vilmar Pimentel (SD), era tido pelo prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), líder do seu partido, como a grande esperança de sustentação da base política de apoio ao Executivo na Câmara Municipal. Pátio via no empresário boas condições de diálogo e cacoete para exercer bem a função de líder do Solidariedade no legislativo local, tanto é que esse cargo era ocupado por Vilmar, até esses dias. Apesar do prefeito negar o que muitos a sua volta vinham lhe apresentar, a verdade é que Vilmar se portava na Câmara de Vereadores tal qual fosse oposição. Aparentemente, alguém no parlamento fez as vezes de anjo mal e convenceu Pimentel que o caminho era “pensar em si” e foi exatamente isso que o legislador fez.

Bem verdade que Pimentel tentou entregar a tal liderança desde o meio do ano, o estranho era sua argumentação de avaliar que já “havia feito o melhor pela sigla”, isto com seis meses de mandato. Resistente a acreditar cegamente no aliado – erro muito repetido por Pátio em sua trajetória: o de sofrer com ataques dentro do próprio partido que está e demorar para detectar o abraço de tamanduá – o prefeito decidiu bancar, a contragosto de muita gente no partido, a condição de liderança de Vilmar.

O estopim, porém, foram as recentes votações sobre IPTU e outros temas polêmicos em que Vilmar, mesmo dentro da mesma sigla, foi um dos principais críticos e criadores de desgaste a figura pessoal do prefeito. A partir disso, a situação ficou insustentável e a saída da condição de líder já não era mais escolha para ambos os lados. A situação atual é que Vilmar não pode deixar o partido, com pena de perder o mandato por isso, e assim deve seguir trabalhando nos bastidores contra a Administração, já que publicamente fica anti-diplomático e ruim até para si dizer tudo que queria.

Mas a verdade é que Pátio sabe e muito bem que não pode ver no vereador do seu próprio partido um aliado. Já Vilmar, vai certamente seguir ouvindo seus conselheiros e ativar o “modo Vampeta”: finge que é do partido e o partido finge que acredita nele…

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