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PF deflagra a 16ª fase da Operação Lava Jato e e prende Diretor-presidente licenciado da Eletronuclear

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Operação ocorre em Brasília, RJ, Niterói, SP e Barueri; são 30 mandados. Diretor-presidente licenciado da Eletronuclear foi preso no Rio de Janeiro.

Redação/G1-PR

A 16ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na madrugada desta terça-feira (28) em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói (RJ), São Paulo e Barueri (SP). São cumpridos dois mandados de prisão temporária, além de 23 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A operação foi batizada de “Radioatividade”.

O presidente afastado da Eletronuclear, Othon da Silva, em comissão na Câmara, em maio de 2010 (Foto: Janine Moraes/Câmara dos Deputados)
O presidente afastado da Eletronuclear, Othon da
Silva, em comissão na Câmara, em maio de 2010
(Foto: Janine Moraes/Câmara dos Deputados)

Um dos presos é o diretor-presidente licenciado da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que foi detido no Rio de Janeiro. Ele foi afastado do cargo em abril deste ano, quando surgiram denúncias de pagamento de propina a dirigentes da empresa, que é uma subsidiária da Eletrobras.

O outro detido é Flávio David Barra, executivo da Andrade Gutierrez. Ele foi preso no Rio de Janeiro. Procurada pelo G1, a empresa ainda não se pronunciou.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba.

O foco das investigações desta fase, segundo a PF, são contratos firmados por empresas já mencionadas na
Operação Lava Jato com a Eletronuclear, cujo controle acionário é da União. A empresa foi criada em 1997 para operar e construir usinas termonucleares e responde hoje pela geração de cerca de 3% da energia elétrica consumida no país.

Ainda de acordo com a PF, a formação de cartel, o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3 e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal são os objetos de apuração da atual fase.

Fonte: G1-PR

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