Percival reitera segurança como problema de Taques, então porque o Gasp?
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Percival reitera segurança como problema de Taques, então porque o Gasp?

Percival manteve Gasp, manteve gastos, mas não conseguiu manter eficiência de Ananias com Gabinete no apoio à Segurança Pública

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Mesmo tendo feito rotineiras reuniões sobre Segurança Pública durante o mandato e decidido seguir gastando com o setor, Percival foge como "diabo da cruz" do desgaste de um dos assuntos mais sensíveis e questionados pela sociedade rondonopolitana.

O prefeito Percival Muniz (PPS), admirador que é do PT, não perde uma oportunidade sequer de apontar o dedo para o lado e dizer que a culpa é do outro, assim como fazem os aliados de Lula, repetindo as crianças do jardim de infância. Para quem já falou que os problemas do aeroporto municipal é do governador Pedro Taques (PSDB), óbvio que não seria problema algum para o prefeito dizer que não tem nada a ver com segurança pública, talvez o setor que mais causa preocupação na população de Rondonópolis.

Ao ser abordIMG-20160824-WA0010ado, nas redes sociais, nos últimos dias, por uma pessoa sobre o tema, o prefeito mandou que ela cobrasse do “45”, o que, de uma vez só, fez alusão não só a Taques, mas a Rogério Salles (PSDB), um de seus adversários no projeto de reeleição que almeja conseguir. Tecnicamente, não há o que contestar na responsabilidade do Executivo Estadual, no entanto, a pergunta óbvia que fica é: para que o tal do Gabiente Apoio de Segurança Pública – GASP, do Município, que durante três anos e meio nunca ficou explicado para que veio em sua gestão?

Botando a memória para funcionar, o tal do Gasp foi uma cobrança da população nas eleições 2012 a Percival, pelo fato de que a estrutura trazida pelo então prefeito Ananias Filho (PR), então gestor e candidato a reeleição, na ocasião, tinha, de fato, dado uma sensação de segurança à cidade, com o incremento de novas viaturas nas ruas, a contratação de policiais em horas vagas e o aumento considerável de efetivo nas ruas.

Para garantir sua vitória, Percival confirmou a continuação do Gasp, tido como uma das poucas coisas que funcionou efetivamente com Ananias, nos rápidos sete meses que esteve na chefia do Executivo Municipal, após a queda de Zé do Pátio por crimes eleitorais. Mas, como era sabido e até planejado, a intenção de Percival era que com pouco tempo de governo fosse extinguido o tal Gabinete, justamente por ser uma atribuição direta do Governo do Estado, o que facilitaria o discurso.

Ocorre que, passados três anos e meio, a verdade é que as tais caminhonetes da época de Ananias nunca mais foram vistas nas ruas, os policiais contratados em momentos de folga também não, mas os gastos continuaram para os cofres públicos. A causa disso, ninguém sabe. O assunto foi tratado como tabu e muitos na cidade sequer sabem que ainda se gasta com o Gasp na Prefeitura. A justificativa, dada em voz baixa, é que os policiais que recebem do Município são deslocados para atender em vigilância unidades pertencentes ao Patrimônio Público.

Pois bem, independente de qualquer discussão, que certamente virá à tona nos debates políticos até o dia 2 de outubro, uma coisa é fato: se você se propõe a fornecer determinado serviço e usa o dinheiro dos outros para isso, é natural que aquele que investiu cobre pelo prometido. O Gabinete tem em seu nome o “Apoio à Segurança Pública”, no entanto, não vem contribuindo com sua função fim, mesmo sangrando os recursos do contribuinte. Quem paga por farinha na feira, quer farinha, não quer tomate. Não adianta dizer para ir procurar na banca da frente.

Montreal