Percival candidato a vice-governador de Mauro Mendes? Talvez em Nárnia…
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Percival candidato a vice-governador de Mauro Mendes? Talvez em Nárnia…

Fonte: Da Redação
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Foto - Ilustrativa

Muito ex-assessor, sobretudo os que sempre habitaram muito próximos as gônadas do ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), chegaram a ensaiar uma vibração depois que a mídia estadual publicou uma notícia de que uma reunião realizada, no último final de semana, na casa do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), teria selado a parceria para que o último fosse candidato ao Governo do Estado, tendo como seu vice o primeiro. Talvez sedentos para aplicar no Palácio Paiaguás o mesmo “sistema de trabalho” implantado na Prefeitura de Rondonópolis, de 2013 à 2016, a empolgação já começou a ganhar o peito dos mais ansiosos, principalmente porque a notícia já veio lincada com o apoio irrestrito do atual ministro e senador licenciado, Blairo Maggi (PP), e do ex-senador, Jayme Campos (DEM), que seriam os candidatos ao Senado Federal dentro do mesmo grupo.

Neste início de semana, porém, Mauro jogou um balde de água fria em todos e oficializou a informação de que não houve nenhuma reunião em sua casa. “Esclareço que neste final semana não ocorreu nenhuma decisão de minha parte quanto às eleições 2018, não participei de  agenda política e dediquei 100% do meu tempo a família”, esclareceu Mendes, que tem rotineiramente falado sobre sua desilusão com a política, principalmente após o partido que está e ajudou a estruturar no estado, nos últimos anos, ter sido passado para as mãos do deputado federal, Valtenir Pereira (PSB), de maneira pouco democrática pelo líder nacional da sigla, Carlos Siqueira. Mauro, que já doou o rim para a mulher, também condiciona a vontade familiar o retorno à vida pública e o que se sabe é que a ideia não agrada muito em casa.

Para quem conhece minimamente a política estadual, notou desde o início que o nome de Percival soou como um estranho no ninho na referida composição, sobretudo porque o grupo político que está inserido o próprio Mauro e Maggi não tem dialogado com tanta intensidade com PPS nos últimos tempos a ponto de fechar uma parceria desse tipo tão antecipadamente. O partido de Percival, inclusive, diminuiu muito em tamanho e representatividade nos últimos anos, passando de cinco prefeitos eleitos em 2012 para nenhum em 2016. Em discurso e posicionamento recentes, Muniz e seus aliados têm se aproximado muito mais dos partidos de extrema esquerda e do próprio PMDB, que devem ser adversários desta composição.

E além disso tudo, a história mostra que ter Percival como vice não dá muita sorte para chefes de Executivo.

 

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