Pedro Taques e a coragem de dizer “não”
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Pedro Taques e a coragem de dizer “não”

Governador não quer PT e PMDB em sua base e rejeita estar junto com os partidos nas eleições 2016

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Foto - VG

Se alguém duvida que o governador Pedro Taques (PSDB) nada de braçada como um dos políticos mais bem avaliados do estado, é só analisar o que o ex-procurador da república acaba de fazer. Ele simplesmente pega o microfone e, em público, diz que não sobe em nenhum palanque que tenha o PMDB e o PT nas eleições municipais de 2016. O primeiro partido, tem a maior bandada federal e uma legião de seguidores Brasil à fora, já o PT, tem há mais de 12 anos a presidência da república na mão.

A avaliação é bem simples: ou este homem tem uma ligação direta com a população, que atravessa o que até pouco tempo era inevitável para qualquer chefe do Executivo: se juntar aos grandes caciques da política, ou realmente estamos falando de alguém que tem verdadeira fissura por sua própria ideologia e por um discurso.

O que Taques faz, obviamente, tem um risco e que certamente é calculado e admitido pelo próprio. No entanto, a tal moralidade que ele veste como ninguém tem lhe dado uma ascensão meteórica que talvez nunca se viu na história do estado. Um alguém que ousou ingressar na política diretamente ao cargo de senador e que em menos de oito anos tem a coragem de assumir o rótulo de “dono da bola”.

Por outro lado, porém, Taques cutuca uma caixa de marimbondo das mais respeitáveis: o grupo do agronegócio. Ao não querer compor com o PMDB, o governador vira as costas para o recém chegado ao partido, Blairo Maggi, que como é sabido por todos é responsável direto, ao lado do primo Eraí, pelo maior montante financeiro que foi doado a campanha do então pedetista e agora tucano para chegar ao cargo mais alto do estado.

Efetivamente, não há como dizer a Taques que ele é obrigado a se curvar para Maggi e cia LTDA por este financiamento de campanha. Mas dentro da lógica dos bastidores é possível imaginar que o desagrado causado pelas palavras do atual governador é mais do que certo. No final das contas, que realmente o tucano cutucou a caixa de marimbondo é indiscutível, a questão é só saber o tamanho da vara que ele fez isso e só o tempo irá mostrar isso.

Agora, se dá para comparar o que é um político que vai bem e um que vai mal, a situação atual de Pedro Taques e Percival Muniz, prefeito de Rondonópolis, são bons exemplos disso. O primeiro, rejeita o apoio do maior partido do Brasil, já o segundo clama e promete o que não tem para ter ao menos uma fatia da sigla junto a si em um provável projeto de reeleição.

 

Montreal