Pedro Taques diz que tem orgulho dos seus inimigos na política
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Pedro Taques diz que tem orgulho dos seus inimigos na política

Taques diz que está do lado de quem faz a coisa certa e que ter contra ele quem faz a coisa errada o faz acreditar estar rumando bem

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Foto - GCom

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que é um homem de posições definidas e que tem orgulho disso, inclusive do fato de essa postura ter lhe trazido inimigos na política. Apesar de não citar nomes, ele acusou esses inimigos de terem feito “coisa errada”, e afirmou que está do lado de quem faz a “coisa certa”. As declarações foram dadas durante entrevista à Rádio Centro América, na manhã desta quarta-feira (13).

“Seja frio ou quente, não seja morno. Eu não sou morno, eu tenho posição. Esses dias eu vi uma crítica de uma pessoa que disse que não faz inimigos na política. Eu tenho orgulho dos meus inimigos. Eu tenho alguns inimigos, sim, que tentaram me inviabilizar em vários sentidos, porque fizeram coisa errada. Eu tenho lado, o lado de fazer a coisa certa, o lado da transformação. Por isso fui eleito governador de Mato Grosso. Minhas posições podem ser até erradas, pois não sou dono da verdade. Mas eu tenho posição”, declarou.

Na política há pouco mais de cinco anos, desde que se elegeu senador pelo PDT, Pedro Taques afirmou que esse é seu modo de fazer política. “Eu não concordo com essa história de não ter lado. Eu tenho lado. Meu lado é o lado de fazer as transformações que Mato Grosso exige. É a minha forma de fazer política. O dia que o cidadão entender que estou errado, eu vou perder a eleição e vou para casa. Perder a eleição faz parte do jogo político, da democracia”, disse.

Pedro Taques foi questionado sobre a postura contundente que tem adotado ao criticar o governo Dilma Rousseff (PT), enquanto os principais líderes do PSDB – Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves – procuram adotar uma postura mais moderada. Filiado há seis meses ao ninho tucano, Taques defendeu que o PSDB assuma uma postura de oposição de fato ao governo petista.

“A oposição tem que ser oposição. Eu respeito a presidente da República e o governo federal, mas equívocos foram praticados na condução da política macroeconômica. E é isso que estou dizendo ao PSDB. Oposição é para ficar na oposição; não tem mulher meio grávida”, disparou.

O governador afirmou que não acredita na possibilidade de vir a sofrer retaliações do governo federal em função da sua postura tucana. “Alguns dizem que em razão da minha posição, eu posso ser prejudicado pelo governo federal. Isso é conversa fiada. Tivemos um superávit da balança de quase US$ 13 bilhões, o que prova que a União precisa muito de Mato Grosso. A forma com que a presidente trata o governo de Mato Grosso é a mesma forma que eu trato os prefeitos de outros partidos: com respeito. Precisamos entender que política não é nada pessoal. Agora, tem algumas pessoas que pessoalizam”, disse.

Fonte: Olhar Direto

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