Pediatra aponta necessidade de se ter diagnóstico e tratamento precoce de convulsão...
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Pediatra aponta necessidade de se ter diagnóstico e tratamento precoce de convulsão infantil

Fonte: Da redação
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As crises convulsivas são uma emergência pediatra tanto pela frequência, situações de alta morbimortalidade (doenças causadas de morte em determinadas populações, espaços e tempos) e impacto psicossocial e familiar. Estudos clínicos apontam que 1% das crianças e dos adolescentes até 14 anos terão, pelo menos, uma crise epiléptica afebril em suas vidas e de 2 a 4% das crianças apresentarão crises febris.

Esta foi uma das informações compartilhada pela neurologista infantil, Viviane Cabral Quixabeira, com um grupo de 30 médicos, durante a 1ª Reunião de Pediatria de 2018 realizada pela Femina Hospital Infantil e Maternidade na noite de quarta-feira (28).

“Discutir essas questões pode ser uma importante ferramenta para facilitar o diagnóstico e o tratamento precoces”, apontou Viviane. “O problema deve ser entendido como uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, e se não são devidamente controladas, podem causar um impacto negativo na saúde da criança, prejudicando o seu desenvolvimento normal”, completou a pediatra.

De acordo com a neurologista infantil, as prioridades no manejo da crise convulsiva na emergência pediátrica são a interrupção da crise epiléptica para evitar o estado de mal epiléptico, a prevenção de complicações e sequelas e a investigação da etiologia. “Com esses cuidados é possível realizar o encaminhamento adequado para investigação e tratamento”, defendeu a médica.

A hematologista pediatra, Meryele Machado, que atua na Femina há 8 anos, avalia como positivo o encontro. “Antes de ser hematologista sou pediatra e ao atender no Pronto Atendimento ou na UTI tenho que lidar com episódios de convulsão. Participar de reuniões como estas sempre é importante”, afirmou.

A diretora técnica na Femina, Fernannda Pigatto, elogiou a palestra da neurologista infantil e disse que o quórum de médicos superou a expectativa.  “Espero que as próximas sessões científicas possam contar com mais pessoas, pois é intuito das reuniões fazer uma revisão da bibliografia e com embasamento científico desenvolver protocolos de atendimentos”, declarou.

“Em 2018 começamos com as sessões cientificas da ginecologia e obstetrícia e agora para pediatria, a Femina vem investindo cada dia mais na qualificação da equipe. Este ano programamos sessões até o final do ano que abordam temas específicos na rotina de atendimento tanto no PA, quanto na Internação e UTI”, contou a diretora.

Fernannda lembrou que no próximo dia 10 a Femina irá começar um treinamento  de “Reanimação neonatal”, que tem objetivo capacitar enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas e outros profissionais da área da saúde que atendem ao neonato na sala de parto e/ou unidade neonatal a realizar/auxiliar nos procedimentos de reanimação em recém-nascidos. O programa é certificado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).  “A instituição investe tanto na capacitação da equipe médica quanto na equipe multidisciplinar garantindo maior segurança e qualidade no atendimento ao paciente”, conclui.