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Paulo Prado sugere que deputados procurem o que fazer em vez de investigar o MPE

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O procurador-geral de Justiça Paulo Prado contestou o líder de governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB), que afirmou que a Casa irá investigar não só a emissão de cartas de crédito a membros do Ministério Público Estadual (MPE), mas também os atos de ordenação de despesas dos procuradores gerais de Justiça.

Caso a Assembleia inicie essa investigação, Prado e o ex-procurador Marcelo Ferra devem ser os principais alvos dos deputados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MPE.

 

“Acho que os deputados têm tantas coisas para fazer com o Meio Ambiente, fazer um levantamento administrativo de servidores, avaliar como está o Estado em relação à Saúde e Educação do que ficar instaurando CPI contra o órgão que é um exemplo nacional, que está aí com a prisão de um ex-governador e de três secretários estaduais”, disse.

 

Prado sugeriu ainda que o líder do governo preocupe-se com outros assuntos, pois irá encontrar tudo certo no MPE.

 

“Esse ex-prefeito e deputado estadual, que conhece os desafios de Mato Grosso, deveria estar mais focado nessas questões do que vir aqui no MPE, sabendo que aqui vai encontrar tudo correto. Isso faz parte da nossa rotina”.

 

Apesar da avaliação negativa, o procurador afirmou que prestará todos os esclarecimentos à CPI de forma serena.

 

“Vejo com tranquilidade, porque o Tribunal de Contas do Estado já faz isso, o Conselho Nacional do Ministério Público também, será mais um órgão para testar a lisura de como tudo é feito aqui dentro”, completou.

 

CPI DO MPE

A criação da comissão teve início após o depoimento do ex-secretário de Fazenda, Casa Civil e Secopa, Eder Dias Moraes na CPI das Obras da Copa. Eder sugeriu que os deputados investigassem a concessão de cartas de crédito a membros do MPE.

 

Conforme Eder, as cartas de crédito foram compradas pela extinta Rede Cemat e utilizadas para pagar tributos devidos à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O ex-secretário está preso atualmente, em decorrência da “Operação Ararath”, que investiga sua participação em vários crimes contra o patrimônio público.

 

Fonte: HiperNotícias

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