Parceria entre Semma e Coder segue revitalizando áreas em Rondonópolis
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Parceria entre Semma e Coder segue revitalizando áreas em Rondonópolis

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Foto: Matusalem Teixeira

Por Hevandro Soares

A meta de revitalizar 20 mil metros de áreas de preservação nas margens de córregos locais até o fim da gestão, tomados por construções irregulares e depósitos de lixos clandestinos, segue a pleno vapor. Depois de atender mais de sete quilômetros de recuperação às margens do Arareau com o remanejamento de famílias, limpeza, reflorestamento e isolamento dos locais, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente – Semma e a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis – Coder finalizaram nesta terça-feira (24) mais um trabalho em parceria no córrego ‘Queixadinha’, no Jardim Liberdade.

O secretário Lindomar Alves, da Semma, explica que duas frentes foram tocadas simultaneamente nos primeiros 20 dias de março: o recolhimento de entulhos nos ecopontos e em áreas degradadas e a recuperação da margem de córregos. “Quando se trata destes lamentáveis lixões criados em meio a zona urbana, a área primeiramente recebe a limpeza por parte da Coder e em seguida nós isolamos o local, até para evitar que continuem a jogar os materiais ou ocorram invasões. É óbvio que junto com isso estamos apertando o cerco na fiscalização com a ajuda da Polícia Militar Ambiental e o respaldo da Polícia Militar e efetivamente estamos aplicando a ‘tolerância zero’ aos infratores”, disse.

Outra parceria importante no processo de ‘liberação’ das margens dos córregos locais é a Secretaria de Habitação Municipal, que está abrigando as famílias que estão sendo tiradas das APPs. “Só da Rua H, no bairro Jardim Paulista, retiramos cerca de 20 famílias que moravam em condições irregulares e encaminhamos aos novos residenciais que estão sendo construídos na cidade e que têm a gerência de cadastro feita pela Habitação. Nossa cidade obteve uma formação habitacional desregrada no passado, onde a legislação era mais branda, no entanto, agora é a hora de realinharmos isto e devolver vida aos nossos córregos”, analisou.

Alves voltou a explicar que edificar em local impróprio é tão grave quanto depositar lixo em locais irregulares. “Temos o lixão da Mata Grande à disposição da população, estruturas de reciclagem de pneus, alumínio e outros trabalhadores que reaproveitam materiais descartados tuando em Rondonópolis. Na questão habitacional temos vários projetos transcorrendo à disposição de pessoas de todas as classes sociais, então não há desculpa. O artigo 54 da Lei Federal 9.605 é claro quando dispõe à detenção do indivíduo que descarta lixo irregularmente e prejudica o meio ambiente, inclusive do veículo”, alertou.

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