Para MPE, lista de pagamentos ‘derruba’ tese de ajuda social com verba...
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Para MPE, lista de pagamentos ‘derruba’ tese de ajuda social com verba de suprimentos

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Foto: Internet/G1

Páginas de um ‘livro caixa’ anexadas ao processo que apura o desvio de verbas de suprimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) listam supostos pagamentos com emprego de verba públicas. O ex-parlamentar, José Riva, é apontado como mentor do esquema de desvio, entre 2011 e 2014, na ordem de R$ 2,6 milhões, está preso desde setembro de 2015.

Alguns dos nomes elencados em oito páginas onde são apontados as datas, lançamentos, débitos, crédito e saldo, destoam da tese de que o uso das verbas de suprimento se destinava somente ao povo, em ajuda a questões sociais, como medicamentos, cirurgias e auxílios funerários. Para a tese de acusação, Riva viveria em uma “campanha eleitoral permanente”, não sabendo mais separar o “público do privado”.

Na lista, que está inserida nos volumes do processo que tramita na Sétima Vara Criminal, constam por exemplo, despesas da ordem de R$ 80 mil com a rede de lojas Decorliz. O valor descrito é o mais alto, no entanto, não se confirma a efetivação do pagamento.

Aparecem ainda nomes de advogados, assessores, contadores, colunistas sociais, igrejas católicas e evangélicas, além de custas processuais e imprensa. O menor valor apontado é de R$ 5,63 destinada a um cartório. Em uma das páginas cita-se  também a produção de banner para o PSD Mulher, no valor de R$ 350.

No documento, que retrata todo o trâmite de pagamento, ainda é apontado valor de R$ 14 mil para despesas com um contador. Despesas com supermercados, pagamentos de viagens, até mesmo para a compra de cartão de câmera (no valor de R$ 2 mil), aparecem na documentação apresentada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Uma das despesas mais vultuosas é descrita como para RC Loc Est Veículos, R$ 6.053,34. Outro item que chama atenção é  o ‘Doc Fiat’, onde foi gasto a quantia de R$ 2 mil. Já a caminhada da PM, segundo a listagem, foi destinatária da quantia de R$ 2 mil. Consta também o item ‘Roseli’ (faculdade Anhanguera Gestão Pública), no valor de R$ 1 mil.

Confome apontam as testemunhas que trabalharam com Riva, pedidos eram levados à seu gabinete aos montes. Com o tempo, Riva, segundo algumas testemunhas, teria se tornado ícone do assistencialismo dentro da “Casa de Leis”, chegando a ser apelidado, no interior do estado, de “pai dos pobres”. “Vai lá que Riva resolve”, diziam outros deputados aos carentes que porventura lhes procurassem.

Para o próprio Riva, tudo será esclarecido quando lhe for dada a oportunidade do esclarecimento, no dia 28 de março. Por agora, adianta. “Fica mais do que claro que o dinheiro foi utilizado para fins públicos. Não tem nenhum recurso melhor utilizado que esse. No meu gabinete passaram mais de 250 mil pessoas que foram atendidas, de uma forma ou de outra. Essa história de jantar chique nunca houve, houve jantar para o Parlamento Amazônico, jantar para deputados. A presidência é o órgão representativo da casa, ela tem essa obrigação. Brindes para pessoas de fora, Consul, Embaixador, Deputado, Senador, é uma coisa absolutamente normal. Então tenho certeza que ao final da instrução vai ficar provado que não houve desvio”, afirma.

Fonte: OlharDireto

Montreal