Para José Medeiros, manifestação de domingo é contra a classe política
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Para José Medeiros, manifestação de domingo é contra a classe política

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Brasília – PT, PSDB, os partidos de situação, de oposição e os independentes devem deixar de lado as diferenças e se unirem para atender as demandas da população. O apelo foi feito nesta sexta-feira (13) o senador José Medeiros (PPS-MT), para quem as manifestações marcadas para o domingo (15) não são contra o governo, mas um sinal de insatisfação com a classe política. O senador afirmou que os políticos se acomodaram depois das manifestações de junho 2013, quando milhões de pessoas foram às ruas protestar.

Para Medeiros, a crise política e econômica pela qual passa o país deve ser encarada como uma oportunidade para a construção de avanços como a aprovação de um novo sistema político-eleitoral, que inclua, por exemplo, o financiamento exclusivamente público das campanhas.

“O político que tiver a coragem de ir para lá corre um sério risco de ser enxotado. É uma manifestação legítima, não contra o governo, contra nós todos”, disse Medeiros, que rechaçou a proposta de impeachment da presidente Dilma Rousseff, encampada por algumas pessoas.

Em seu pronunciamento no Plenário do Senado, o parlamentar pelo Mato-Grosso criticou o nível atual dos debates, que, conforme Medeiros, tem se limitado à retórica “coxinhas X petralhas” e “PSDB X PT”, em vez de apontar soluções concretas para problemas. Ele também cobrou do governo maior diálogo com a oposição.

“Precisamos de uma conversa franca não em prol do PSDB, não em prol do PPS, do PSOL, do PT, mas um conversa franca dos atores políticos em prol do Brasil”, disse o senador.
Petrobras – O senador também manifestou preocupação com a situação da Petrobras. Segundo ele, a sangria provocada na empresa pela corrupção tornou-se mais um combustível para a insatisfação popular.

“Precisamos avançar da retórica política para começar a pensar nos interesses nacionais, governo, oposição e todos nós, no sentido de podermos ver o patrimônio que temos e que essa empresa possa começar a ser a Petrobras dos brasileiros, não a Petrobras do PT, não a Petrobras do Barusco, do Paulo Costa, ou de quem quer que seja”,disse.

Montreal