Para governador, não há rebelião do NE, mas pacto requer ‘adequações’
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Para governador, não há rebelião do NE, mas pacto requer ‘adequações’

Fonte: Do G1, em Brasília
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O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, negou nesta quarta-feira (30), após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que estados da região tenham se rebelado contra o “pacto” pelo equilíbrio fiscal – anunciado pela União após reunião com governadores.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, após reunião entre governadores e o presidente da República, Michel Temer, que seriam liberados R$ 5 bilhões aos estados, relativos à multa da repatriação de recursos. Em troca, explicou Meirelles na ocasião, os estados teriam de apoiar a PEC que cria um teto para os gastos públicos (com base na inflação do ano anterior) e promover uma reforma da Previdência Social em nível estadual, entre outras medidas.

Apesar de negar “divergências” e “contradição” com o governo federal, o governador do Nordeste afirmou que é preciso fazer “adequações” nas medidas de acordo com a região em que os estados se localizem. Segundo ele, há vários “Brasis” dentro do país e não é possível adotar medidas iguais para estados “ricos”, como Santa Catarina e Paraná, iguais para Rio Grande do Norte e Paraíba.

“Não pode ter a receita de bolo igual para todos estados do Brasil. O importante e que cada um atinja as metas necessárias para que o estado fique dentro de um padrão interessante do ajuste fiscal que o governo federal quer, e o governador também quer, a governabilidade. Queremos medidas regionalizadas. Um pacto único seria dificil de se aplicar”, declarou Faria a jornalistas.

Questionado se o Nordeste concorda, por exemplo, com a instituição de um teto para seus gastos, com a correção com base na inflação do ano anterior – como propõe o governo federal para si mesmo e solicitou no “pacto” com os estados – Faria disse que os estados da região ainda estão “discutindo” esse assunto. Sobre sua adesão à reforma da Previdência, outra contrapartida pedida pelo governo federal, o governador afirmou que a região está “Estamos caminhando para isso”. Mas pontuou: “Não quero aqui falar pelo Nordeste”.

Segundo o governador do Rio Grande do Norte, toda região Nordeste deve para a união 4% do débito total dos estados da federação. “Não há privilégio. Nos queremos manter a governabilidade. O que adianta ser governador para governar crise? Para governar folha de pagamento de servidor, greve? Tem de governar para proporcionar um estado que possa atrair investimento, emprego. Está na hora de olhar o Brasil fortalecendo os estados”, concluiu Faria.

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