Palmeirense Raphael Veiga visita a arena e relembra tempo de torcedor
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Palmeirense Raphael Veiga visita a arena e relembra tempo de torcedor

Fonte: Cassio Barco e Felipe Zito
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– Chiqueiro, chiqueiro, festa no chiqueiro.

A
tradicional música da torcida do Palmeiras não sai da cabeça do meia
Raphael Veiga. Torcedor do Verdão desde pequeno, por influência da
família palmeirense e principalmente do avô Rafael, o hoje meio-campista
do time de Eduardo Baptista já esteve na arquibancada comemorando o
título paulista de 2008.

A convite do
GloboEsporte.com, o atleta retornou ao estádio onde construiu toda a
paixão de torcedor pelo Palmeiras. No lugar do antigo Palestra Itália,
uma moderna arena multiuso dá novas cores ao bairro. O local será palco
do amistoso contra a Ponte Preta, neste domingo, às 17h (de Brasília), que deve ter Veiga como
titular.

– Para
mim é um sonho realizado. Já tinha vindo com o Coritiba, mas como
jogador do Palmeiras é a primeira vez. Minha família inteira é
palmeirense, desde pequeno eles foram alimentando isso em mim. Querendo
ou não pegamos um pouco da paixão dos pais. Comigo não foi diferente.
Vou ao estádio desde pequeno, agora estou aqui como jogador – contou o jogador.

– A
primeira vez (no estádio) foi engraçada. Não lembro quando foi ou
quantos anos eu tinha. Era muito pequeno, só lembro da torcida gritando
“chiqueiro, chiqueiro, festa no chiqueiro”. Essa é a minha lembrança.
Não tem como falar que não encanta. Todo torcedor que vem aqui e vê isso
de perto é diferente de ver pela televisão – completou.

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Ao
lado dos pais, tios, irmão e avô, Raphael Veiga criou sua ligação com o
Palmeiras na infância. Natural de São Matheus, na zona leste de São
Paulo, fez dos jogos do Verdão uma rotina em família. Em 2008, viu de
perto o time de Valdivia, Kleber, Marcos e Luxemburgo conquistar o
Paulistão.

– Compramos
ingresso de última hora. Não tinha arquibancada desse lado aqui
(apontando para o antigo gol das piscinas). Estava do outro lado (onde
atualmente fica o Gol Norte), no último degrau. Estava com meus pais,
meu irmão, éramos pequenos, foi uma emoção legal – disse.

A
ligação com o Palmeiras começou com o avô Rafael. E foi numa promessa
emocionante que a história de Raphael Veiga como jogador começou, muito
antes dele imaginar assinar com o Verdão. Hoje resta a lembrança e a
homenagem.

– Meu
avô ficou ficou internado um tempo no hospital. Quando ele foi para a
UTI não podiam ir muitas pessoas. Não sei se a minha família viu que ele
estava para falecer, e pediram para os médicos liberarem para eu ir.
Ele estava com aparelhos, mais ouvia do que falava. Na hora de me
despedir eu dei tchau ele me chamou, segurou a minha mão e falou que se
um dia eu tivesse oportunidade para jogar no Palmeiras. Depois desse dia
não o vi mais – recordou o atleta.

Titular
nos primeiros trabalhos comandados por Eduardo Baptista, Raphael Veiga
tem impressionado quem acompanha o dia a dia da Academia de Futebol.
Canhoto e habilidoso, o meia mostra velocidade e boa qualidade nos
passes e lançamentos. E foi seguindo um conselho do amigo Alex, ídolo do
Palmeiras e do Coritiba, que começou a aprimorar seu lado artilheiro.

No
primeiro amistoso da temporada, Raphael Veiga começou como titular e
não demorou para marcar. Na comemoração, um beijo no símbolo palmeirense
e uma mensagem especial para o avô.

– Quando
eu fiz o primeiro gol, contra a Chapecoense, olhei para o céu e falei
que era para ele. De onde ele estivesse vendo, aquilo era também para
ele e não só por mim. Não havia pensando (em beijar o símbolo), não saí
do hotel falando que ia fazer isso. Foi coisa de momento. Mas também
pela situação do meu avô, misturou tanta coisa na hora e acabei fazendo
isso – declarou o palmeirense.

Reforço
até dezembro de 2021, Raphael Veiga chegou ao Palmeiras em janeiro como
aposta para o futuro. Mas o bom desempenho nos primeiros trabalhos de
janeiro já rendem elogios públicos de Eduardo Baptista.

Sobre a grande concorrência por um lugar no sistema ofensivo alviverde em 2017, o meia é só elogio aos companheiros.– Para
todos os técnicos, o que eles querem é ter um elenco cheio de gente
para poder escolher quem vai jogar. Para mim é bom porque quanto mais
jogadores de alto nível mais eu vou aprender, mais vou ter de me dedicar
nos treinamentos. Isso vai elevar meu nível jogando. Quanto mais eu me
esforçar para treinar melhor mais eu vou melhorar meu rendimento.