OAB-MT emite nota de repúdio contra juiz afastado que chamou advogada de...
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OAB-MT emite nota de repúdio contra juiz afastado que chamou advogada de incompetente em audiência

Fonte: G1
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Luciana Koslowski Nazzari disse ter sido agredida verbalmente por juiz (Foto: Facebook/ Reprodução)

 A Ordem dos Advogados em Mato Grosso (OAB-MT) emitiu nesta quarta-feira (24) uma nota de repúdio contra o juiz afastado Paulo Martini que chamou a advogada Luciana Koslowski Nazzari de incompetente durante uma audiência em Sinop, a 503 km de Cuiabá. A confusão ocorreu na terça-feira (23). Em seguida, como consta da ata da audiência, a advogada o xingou de corrupto.

No documento, a instituição repudia o acontecimento e diz que tem tomado as medidas cabíveis.

Entre as providências, a OAB afirmou que solicitou as imagens das câmeras de monitoramento do prédio da Justiça do Trabalho, onde a audiência era realizada.

“Acompanharemos a apuração dos fatos e desdobramento do caso para garantir a segurança da profissional no exercício de suas atividades. Não admitimos intimidação profissional da mesma forma como não admitiremos o desrespeito com a mulher advogada”, diz trecho da nota.

Luciana registrou um boletim de ocorrência contra o juiz. A medida foi acompanhada pela OAB-MT.

Ao G1, no dia da confusão,o magistrado admitiu ter chamado Luciana de incompetente. “Ela está brava porque perdeu uma ação contra mim e depois entrou contra o meu filho. Falei: ‘a senhora é incompetente, já perdeu a primeira ação e vai perder a segunda, daí ela deu ‘chilique’ e me chamou de corrupto'”, afirmou.

Luciana disse ter solicitado a saída dele da sala de audiência, pois o processo não é contra ele e porque o magistrado já tinha causado confusão outras vezes.

Paulo Martini foi condenado em 2016 por venda de sentença.

Juiz Paulo Martini foi condenado em 2016 pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT); ele disse que está recorrendo da decisão no STF e no STJ (Foto: Reprodução TVCA)

Mais confusão

Na saída, em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, houve confusão.

“Em frente à Justiça do Trabalho, ele começou a me chamar de incompetente, me chamou de vagabunda por mais de 10 vezes, chamei ele de corrupto e ele disse que me daria um tiro. Ele esta me ameaçando desde a primeira audiência, dizendo que sabia onde eu morava”, disse a advogada.

Segundo ela, os seguranças do local presenciaram a cena. A polícia chegou a ser acionada, mas não houve detenção.

Paulo Martini nega ter xingado a advogada de vagabunda do lado de fora do prédio.

A audiência em que houve confusão era referente a um processo trabalhista no qual o filho de Martini é réu e que tem Luciana como advogada da outra parte.