O SILÊNCIO E A ESCURIDÃO – George Ribeiro
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O SILÊNCIO E A ESCURIDÃO – George Ribeiro

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george ribeiro - 22-01-16

Está vendo pousar em seu colo minha mão,
Descendo suave como quem não quer dizer
Sobre os desejos que incendeiam seu prazer,
Revelando de forma tão tímida essa paixão?

Uma mão que deseja encontrar no seu rosto
O sorriso sincero e maroto que se imagina
Em um segredo, como de uma canção divina
Que não se escuta, mas que se sente o gosto.

Note minha mão tocando devagar o silêncio,
Buscando a rosa que você me pede calada.
Escrevo palavras em sua pele, minha amada.
Pense logo o que quer, pois eu a providencio.

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Sinta o aroma que me acende esse amor puro.
Faz-me pensar na ironia das coisas perfeitas!
O amor que escolhe dois seres sem suspeitas:
Um não fala e o outro vive em eterno escuro.

Para escutar, penetro em seus pensamentos.
Não necessito que você diga palavra alguma.
Leio sua boca com o polegar leve como pluma.
O seu sorriso revela todos os seus sentimentos…

Sinto acender no calor do suspiro o amor puro
Que me faz recordar a doce magia da perfeição
Que uniu estes seres diversos em um só coração:
Um não fala e o outro vive em eterno escuro.

(*) George Ribeiro é poeta, rondonopolitano e membro da Academia Rondonopolitana de Letras, cadeira número 9.