O melhor era Já ir achando rumo…
Supermoveis


Adventista

O melhor era Já ir achando rumo…

Fonte: Da Redação NMT
SHARE
Foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jair Bolsonaro (PSC), segundo todas as pesquisas postas até agora projetando a eleição presidencial de 2018, aparece em segundo colocado nas intenções de voto, perdendo só para Luis Inácio Lula da Silva (PT). Levando-se em conta que não há nenhum grupo econômico ou uma grande estrutura política por trás do capitão da reserva do Exército e que há mais de 26 anos é deputado federal pelo Rio de Janeiro, abriga-lo partidariamente seria interessante para qualquer sigla que buscasse holofotes no pleito do ano que vem, certo?

Por incrível que pareça, sobretudo aos olhos do mundo que vê sua ascensão com curiosidade, não há nenhuma liderança partidária interessada em encampar seu projeto e a explicação é bem óbvia: a dificuldade de compor alianças. Ou seja, o partido que o acolher ou lhe dar todo o protagonismo que ele deseja terá de ter a consciência que irá caminhar sozinho, já que Bolsonaro aglutina com a mesma força que afasta. O PEN, que está virando Patriotas, até projetou-se neste sentido, mas o pre-candidato quer a utopia, ou seja, cuidar da entrada de cada novo filiado nos 26 estados e no distrito federal, atrapalhando os projetos locais.

E nessa ânsia de ter a chave do partido nas mãos e mandar em absolutamente tudo, como não há viabilidade de ser e nem nunca houve a ninguém, lideranças do partido não se curvaram diante de uma quase ditadura de condução como a proposta na mesa e o presidenciável já sinalizou que não irá mais para a agremiação, embora já tinha assinado até uma pré-ficha de filiação.O PSL, que deve virar Livres, foi outro que disse um “não” bem grande ao deputado.

Agora, muita gente fala em PR, mas com tanta gente lá dentro que não se encaixa em todos os predicados que Bolsonaro exigiu no Patriotas, será que sua proposta será o de por como condicionante a expulsão de alguns filiados para sua entrada? Bolsonaro está se portando como Neymar quando chegou no PSG, a diferença que a projeção de lucro do camisa 10 ao novo time é enorme e então ele acaba valendo toda marra que tem. Quanto ao político, o mais provável até agora é que ele dê mais prejuízo do que qualquer coisa a quem o aceitar.

Montreal