O escritor Hermélio Silva lança o 18º livro
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O escritor Hermélio Silva lança o 18º livro

Fonte: assessoria
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Foto: Arquivo Pessoal

O escritor rondonopolitano Hermélio Silva lança o seu 18º livro “Anexo ao nexo”, de poesias, com 174 textos, dia 1º de dezembro de 2017, a partir das 19h30, para 60 convidados, no Roberto Restaurante, situado a Rua Rio Branco, em frente a UPA, com programação especial de um Pocket Show do melhor MPB, com “Cleyton Fraummer”, vocalista da banda Triburbana, num festival de risoto, e um presente de um exemplar da obra para todos os convidados, sendo o convite ao preço de R$ 30,00, e o lucro mais 30 livros serão doados para uma instituição de filantropia da cidade.

O escritor é formado em Marketing e atuou como Diretor de Eventos Especiais e Cerimonial da Prefeitura de Campinas – SP, de 2005 a 2011. É membro fundador e vice-presidente da Academia Rondonopolitana de Letras – ARL, cadeira nº 06, também participa do Comitê Nacional de Cerimonial Público – CNCP. Atualmente é Chefe de Gabinete do vereador Cláudio da Farmácia. Autor de artigos e textos publicados no jornal A Tribuna e no site mato-grossense www.boamidia.com.br.

O prefácio do livro ficou a cargo do Pastor Isaías Dias Pereira, Formado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, e Teologia pelo Seminário Teológico Batista de Mato Grosso – STBMT. Trabalha na Rede Pública Estadual, e é Pastor Batista. “Assim vejo a poesia de Hermélio Silva: sua poesia é como um jogo. Os que participam desse jogo veem o seu próprio retrato embutido no quadro da vida”, diz o Pastor Isaías.

Segundo Hermélio Silva, as fotos do livro já falam por si. A imagem da capa é tudo, pois ao atravessar a ponte já se acha no marco zero da cidade. Um local que tem história impregnada. Tudo em volta é assunto de patrimônio material e imaterial, e a contemporaneidade não destoa do antigo. Poderia citar um monte de coisas que se passaram por ali, ou ainda, imaginar reuniões imemoráveis. Agradece imensamente a todos os fotógrafos e artistas plásticos que cederam suas obras para a ilustração do seu modesto livro de poemas.

Nos primeiros dias de 2005 mudou-se para Campinas – SP, para assumir uma diretoria municipal naquela cidade, a convite do amigo Francisco de Lagos e do prefeito eleito, Dr. Hélio de Oliveira Santos. Ali tomou um banho cultural de todas as formas, que enriqueceu seu texto e a visão de mundo.

Hermelio Silva
Foto: Arquivo Pessoal

Retornou a Rondonópolis há seis anos e notou que o momento é para reverenciar a sua cidade natal. Construiu alguns poemas, juntou a outros de outrora e apresenta para apreciação. Divididos em três partes, o amor por Rondonópolis, quando enaltece o seu povo, seus lugares e sua beleza; depois sobre a flora, a fauna, o calor humano e as coisas do dia a dia e da gente; por último homenageia os amigos, netos e artistas.

Deseja imensamente que as poesias alimentem o coração e a imaginação dos leitores, e que possam propagar a arte literária, neste ano do sexagésimo quarto aniversário de Rondonópolis, dos próximos e do próximo.

Pedido para escolher um texto, indicou um poema de 2011, pois acha que é o cartão de visitas da cidade para seus concidadãos, visitantes e residentes:

“Caldeirão cultural – A ponte e o próprio rio são importantes monumentos para contemplação, e instrumentos que permitiram a cidade tornar-se um centro de miscigenação geográfica, quando acolheu aqui os baianos, mineiros, goianos, maranhenses, paranaenses, mato-grossenses, gaúchos, paulistas, catarinenses, brasileiros e estrangeiros até de longínquas terras, que viveram e ou vivem harmonicamente, sem xenofobia tratando-os como rondonopolitanos”.

Enumera os fotógrafos, escultores e artistas plásticos que cederam imagens para ilustrar o livro, sendo-os: Fablício Rodrigues, Kélio Rone, Márcio França, Nalme Mendonça, Neilton Fernandes, Paulo Isaac, Roger Andrade, Samara Silva, Samuel Henrique da Silva, Sebastião Veloz, Wagner Montanari e Wander Melo.

“Nascem do nada. Às vezes vem de supetão, noutras vai martelando na cabeça e vai se amalgamando, quando sento ao computador está quase pronto, basta fazer a sintonia fina” – resume o autor sobre suas inspirações.

Um exemplo foi o poema “Dedo no umbigo”, que ao ouvir o vereador Cláudio da Farmácia dizendo que uma pessoa ficava passando o dedo na “barriga” do celular, acendeu uma luzinha e saiu o poema no mesmo dia:

 

Dedo no umbigo

 Enamorados.

Brilha

ao toque.

Adrenalina fervilha.

Abraço

com carinho.

Na palma da mão esquerda,

a rotacionar no ninho.

Ouço

até o seu silêncio.

Ao calor,

sem exercício.

O indicador

na altura do seu umbigo

massageia, manipula,

meu bom abrigo.

Nova companheira

a falar,

a dar ouvidos:

inseparável celular.

Montreal