Número de empresas negativadas aumenta em Divinópolis
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Número de empresas negativadas aumenta em Divinópolis

Fonte: Do G1 Centro-Oeste de Minas
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Uma pesquisa divulgada pela Serasa Experian mostrou que o número de empresas inadimplentes e com o Certificado Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) negativado chegou a 4,9 milhões no Brasil – o maior número registrado desde março de 2015, quando o levantamento começou a ser feito.

Divinópolis segue a tendência nacional e, de acordo com os dados encomendados pelo G1 à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em janeiro de 2017 o total de empresas negativas aumentou 16,34% na comparação com o mesmo período de 2016. Para reduzir este índice, a entidade está negociando taxas de juros com bancos e oferecendo consultorias a empresários.

A CDL explicou que possui informações sobre as restrições lançadas por parte de mil empresas da cidade, mas não é possível comparar esse total com o número de CNPJs ativos, porque nem todos são associados à entidade.

A assessora jurídica da câmara, Maria de Lourdes Andrade, disse que as dificuldades das empresas em 2016 e a perspectiva de estabilidade em 2017 comprovam a relação entre os empreendimentos locais e nacionais 

Esforço para pagar
Muitos empresários que desejam fechar as portas e encerrar os negócios encontram dificuldades justamente por causa das dívidas. Com isso, muitos CNPJs permanecem ativos mesmo sendo de empresas que já não estão em atividade.

Os dados apurados pela CDL também revelam que 70% das empresas que foram negativadas em 2016 já pagaram as dívidas. “O que comprova que as empresas estão com dificuldades de fluxo de caixa, de fazer o pagamento em dia, mas que a maioria efetua o pagamento”, justificou Andrade.

Para ajudar a reduzir a inadimplência empresarial, a CDL reforçou a área de treinamento e consultoria. O objetivo é conscientizar os associados da necessidade de dar mais atenção à administração dos negócios.

“Paralelamente, são feitas parcerias com instituições financeiras públicas e privadas para os empresários possam negociar taxas de juros mais acessíveis e intermediar o trabalho burocrático necessário até a liberação de valores para investimento ou capital de giro”, concluiu.