Novato? Eduardo Baptista fala sobreas críticas e diz não ter redes sociais
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Novato? Eduardo Baptista fala sobreas críticas e diz não ter redes sociais

Fonte: SporTV.com
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Eduardo Baptista está vivendo uma das fases mais importantes da carreira. Após fazer boa campanha pela Ponte Preta no último Brasileirão, o treinador foi contratado pelo Palmeiras para substituir Cuca. Desde então, convive com questionamentos sobre a idade, pouca experiência e a única passagem por um grande clube, o Fluminense, entre 2015 e 2016, não ter sido tão boa.

– É um grande desafio. Me preparei para este momento, me sinto preparado. O que me reforça isso é que o Palmeiras poderia ter contratado qualquer treinador com gabarito. O Palmeiras me escolheu. Sinto que já vem acompanhando meu trabalho. Não me tirou de uma cesta. Fui muito bem recebido pelos jogadores. Vou fazer meu trabalho. Se a gente se preocupar se dará certo ou não, não consegue focar. Estou focado no campo. Não sigo rede social. Não tenho nenhuma. Tem três sites que eu me interesso. Tem o pessoal da assessoria que me passa coisas importantes, que cabem ao trabalho – explicou o técnico de 44 anos.

Ainda em adaptação ao Palmeiras, clube que dirige há menos de um mês, Eduardo convive com a pressão de herdar um elenco campeão brasileiro. Até o momento, porém, diz que tudo está indo bem.

– Tenho meus conceitos. Sei que Palmeiras é um time campeão, tem uma filosofia de jogo. Não posso abandonar. Não vou chegar e fazer grandes mudanças. As coisas estão acontecendo, time está organizado. Respeito dos jogadores é muito grande. Palmeiras tem dez atletas que cuidam, caras como Prass, Zé Roberto, Dracena, Marques. Os caras mais experiências que dão sustentação ao trabalho. Cuca teve um mérito que foi rodar o elenco inteiro. Vamos trazer para esse ano. Todos vão jogar – contou.

A carreira de Eduardo como jogador durou pouco, muito por causa do pai Nelsinho Baptista. Pelo seu estilo de jogo, o pai decidiu que o jovem não atuaria mais, isso quando ele ainda era sub-20. 
– Meu pai achava que eu era violento. Jogava de zagueiro. Meu pai teve a oportunidade de me ver duas vezes, nas duas, fui expulso – lembrou Eduardo. 

– Eu era violento, mas não tinha qualidade para chegar a um bom nível. Eu tinha consciência, e ele me fez estudar, me incentivou a continuar os estudos. Antes de trabalhar com ele, ele me fez trabalhar por dez anos no interior de São Paulo. Ele me fez crescer. Eu não entendia muito porque ele não dava oportunidade, de me levar com ele. Meu sonho era trabalhar com ele. Trabalhei no Araçatuba, São Bento, Portuguesa. Quando ele me deu a oportunidade, eu entendi o porquê. Foi no Flamengo, e eu tinha que estar preparado. Era o filho e não podia ser visto só como filho, tinha que ser algo a mais. Já tinha pós-graduação, mestrado – completou.