Novas regras para exploração de petróleo recebem críticas da indústria nacional
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Novas regras para exploração de petróleo recebem críticas da indústria nacional

Fonte: NOTÍCIAS DE MATO GROSSO com Agência Câmara
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O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso, criticou há pouco a decisão do governo de reduzir o conteúdo local na próxima rodada de leilões de blocos no pré-sal.

O conteúdo local é o volume mínimo de equipamentos e serviços produzidos no país que são exigidos nas licitações.

Na opinião de Cardoso, como a atual política anunciada pelo governo não faz distinção entre bens e serviços, a indústria pode deixar de ser contemplada pela exigência de conteúdo mínimo nacional.

“Como os serviços não poderão ser importados e serão já contratados no Brasil, esse setor deve abarcar todo o percentual mínimo de conteúdo nacional previsto e, dessa forma, a indústria ficará de fora e não será contemplada pelo conteúdo local”, disse Cardoso, que participa neste momento de comissão geral que discute as regras de conteúdo local para petróleo e gás no Brasil.

O presidente da Abimaq disse ainda que a indústria nacional de máquinas é capaz de gerar R$ 33,3 bilhões e 282 mil empregos para cada R$ 10 bilhões investidos. “Nosso setor tem potencial para gerar mais de 1,5 milhão de empregos e isso será perdido. Além de não criar, existe possiblidade de perder mais empregos”, alertou.

Para Cardoso, o Brasil deve seguir o exemplo da Noruega e do Reino Unido, países que, mesmo com redução na produção de óleo bruto, conseguiram desenvolver o setor investindo em uma indústria forte, que não produz apenas petróleo e gás, mas sim máquinas, tubos, plataformas e outros componentes. “Eles não exportam mais petróleo, mas máquinas e equipamentos e é nesse mercado que as companhias internacionais estão de olho”, afirmou.

Engenheiros
Já o representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Artur Araújo, disse que a política de redução de conteúdo nacional poderá custar o emprego de 5 mil engenheiros. “Esse sinal que foi dado pelo governo e pela Petrobras, o que é mais grave, terá um custo para o País de 5 mil engenheiros dos mais capacitados. Isso não significa só 5 mil pessoas, 5 mil famílias. O que se perde violentamente é a capacidade de pensar. Se dispersa conhecimento, se desmonta equipes, em nome de abrir, de forma irresponsável, o setor para o mercado externo”, criticou Araújo.

Artur Araújo considera um crime punir as empresas por erros ligados à corrupção e desvios de recursos públicos.

A comissão geral continua no Plenário Ulysses Guimarães.

Participação popular
O cidadão poderá participar, enviando perguntas que serão posteriormente encaminhadas aos debatedores pelo portal e-Democracia. 

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