“Não temos sangria desatada pelo duodécimo”, afirma Maluf
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“Não temos sangria desatada pelo duodécimo”, afirma Maluf

Presidente da Assembleia Legislativa disse ainda que oposição usa atrasos "de forma política"

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Foto:Marcus Mesquita/MidiaNews O presidente da AL, deputado Guilherme Maluf, que descartou buscar a Justiça para que o Governo pague o doudécimo dos Poderes

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), descartou acionar a Justiça após o Governo do Estado comunicar novo adiamento para o repasse da quarta parcela do duodécimo referente ao mês de julho.

Já atrasado, o repasse deveria ter sido realizado até esta quarta-feira (10). Não há data para o pagamento acontecer.

Em entrevista à rádio Capital 101.9, Maluf disse que enquanto o Governo continuar a negociar com os poderes, não há motivos para tomar medidas mais extremas.

“O atraso do duodécimo é o reflexo de uma crise financeira. Ano passado já tivemos outros atrasos que foram cumpridos, até porque se não for cumprido pode haver crime de responsabilidade. Dificilmente um governante deixa de cumprir duodécimo”, afirmou.

“Eles pediram um aditamento no prazo para não pagar hoje. Não tem data ainda. Mas não é uma sangria desatada pelo duodécimo. Todos os poderes têm um caixa que permitiu pagar a folha de pagamento. Não há atrasos na Assembleia, Ministério Público ou Tribunal de Justiça. Mas, óbvio, não vamos abrir mão do nosso duodécimo”, disse.

 

A oposição usa esse atraso de forma política. Eu entendo isso. Mas só vou entrar buscar a Justiça se não houver pagamento real

Para o tucano, os membros da bancada oposicionista na Assembleia usam o atraso de forma política.

Durante sessão ordinária na quarta-feira (10), os deputados Zeca Viana (PDT), Janaina Riva (PMDB) e Pery Taborelli (PSC) acusaram o governador Pedro Taques (PSDB) de incorrer em crime de responsabilidade.

“A oposição usa esse atraso de forma política. Eu entendo isso. Mas só vou entrar buscar a Justiça se não houver pagamento real. Enquanto estivermos negociando, não há justificativa”, afirmou Maluf.

A decisão

Em nota, o Governo informou na quarta que a decisão do novo adiamento tem como objetivo não comprometer a folha de pagamento dos servidores do Executivo Estadual.

O secretário de Fazenda, Seneri Paludo, disse que vem se reunindo com os poderes para tratar sobre o assunto e determinar uma nova data para realizar os repasses dos dois meses.

“A Sefaz esclarece que a necessidade do adiamento dos repasses ocorre em função da indisponibilidade financeira no tesouro do Estado, ocasionada pelo crescimento maior das despesas frente ao aumento da receita”, disse em nota.

Fonte:MidiaNews.

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