Não é novidade eleger presidente no Brasil vindo de carreira militar, diz...
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Não é novidade eleger presidente no Brasil vindo de carreira militar, diz Medeiros

Fonte: Assessoria.
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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária. Em discrso, à tribuna, senador José Medeiros (Pode-MT). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em pronunciamento, ocorrido neste terça-feira (04.12), o senador José Medeiros (Pode-MT) afirmou não ser novidade no Brasil a eleição, através de voto popular, de um presidente com carreira militar. “Bolsonaro será o quarto presidente brasileiro eleito por votação direta, oriundo das carreiras militares, desde a Proclamação da República, e, nesse sentido, a nossa história registrou excelentes avanços nesses governos. Portanto, não vejo razão para tanta expectativa negativa ou pessimismo”, destacou.

José Medeiros citou, em seu discurso, que o primeiro presidente originário do militarismo e eleito pelo povo brasileiro foi marechal Hermes Rodrigues da Fonseca. “Ele enfrentou, logo na primeira semana de governo, a Revolta da Chibata, em seguida, outra revolta veio conturbar o seu governo, a Guerra do Contestado. Eram tempos muito difíceis, mas Hermes manteve a ordem, apoiado pelo Partido Republicano Conservador”, lembrou.

O segundo presidente das carreiras militares foi o marechal Eurico Gaspar Dutra. “Cuiabano, é o único presidente oriundo do estado de Mato Grosso. Ele assumiu o governo em 31 de janeiro de 1946, juntamente com a abertura dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, em clima da mais ampla liberdade. O presidente Dutra jamais interferiu nas decisões do Parlamento, mesmo quando teve seu mandato reduzido de seis para cinco anos”, destacou.

José Medeiros destacou também o terceiro presidente da República originário de carreira militar e eleito pelo povo. “Foi Juscelino Kubitschek de Oliveira, tenente-coronel-médico da Polícia Militar Mineira, que ocupou a Presidência da República entre 1955 e 1961. Juscelino Kubitschek empolgou o País com seu slogan ‘Cinquenta Anos em Cinco’, sendo o responsável pela construção de Brasília, executando assim um antigo projeto para promover o desenvolvimento do interior e a integração do país”, enfatizou.

Durante o governo JK, Medeiros lembrou que o país viveu um período de notável desenvolvimento econômico, relativa estabilidade política e onde foi possível implementar um processo de rápida industrialização, tendo como carro-chefe a Indústria Automobilística. “Um dos fatos importantes do governo de JK, foi a manutenção do regime democrático e da estabilidade política, que gerou um clima de confiança e de esperança no futuro entre os brasileiros. O presidente teve grande habilidade política para conciliar os diversos setores da sociedade brasileira, mostrando-lhes as vantagens de cada setor dentro da estratégia de desenvolvimento de seu governo. O país cresceu a 7,9% ao ano”, destacou.

Para o senador, não faltam bons exemplos deixados pelos três presidentes. “Igualmente a Bolsonaro, eles eram militares e foram legitimamente escolhidos pelo povo para governar o País. O capitão assume a liderança do país em janeiro com enormes desafios. Eu sou um otimista. Acredito que ele pode, assim como Hermes da Fonseca, resgatar o investimento em ferrovias e, sobretudo, manter a ordem, reformando o sistema de Segurança Pública e Justiça Criminal, bem como combatendo fortemente a corrupção, e, nesse sentido, ele escalou para o seu time um nome que nos enche de esperança, o ministro Sergio Moro”, disse.

Novo Juscelino – Durante sua fala, Medeiros disse ainda que acredita que, inspirado no mato-grossense Eurico Dutra, Bolsonaro deve adotar postura desenvolvimentista e priorizar áreas como saúde e infraestrutura. “O presidente eleito tem tudo para ser um novo Juscelino, trazendo rápido desenvolvimento econômico ao país. Quem sabe, não seria o caso de um novo Plano de Metas, focado em aumentar a competitividade e a produtividade do Brasil? Ainda temos muitos pontos de estrangulamento na economia brasileira e precisamos reduzir o Custo Brasil”, afirmou, finalizando o discurso, desejando que Bolsonaro tenha sucesso, “por que o Brasil e os brasileiros precisam”.