Na TV, Sachetti critica excesso de discurso fora da realidade da “esquerda”...
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Na TV, Sachetti critica excesso de discurso fora da realidade da “esquerda” brasileira

Fonte: Da Redação
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Foto - Davi Valle/Rdnews

O deputado federal, Adílton Sachetti (sem partido), que anunciou licença do mandato para cuidar de questões pessoais, foi o entrevistado do Programa SBT Comunidade, apresentado por Carlos Vanzeli, nesta quinta-feira (2), e criticou a distorção da realidade sobre os fatos políticos nacionais que a “esquerda” brasileira tem feito ao tentar manipular a opinião pública, vislumbrando ganhos eleitorais em 2018. Respondendo questionamentos populares, selecionados criteriosamente pela produção do programa, o parlamentar falou sobre Reforma Trabalhista, Portaria da “escravidão” e outros temas que têm sido vendidos pelos seus opositores ideológicos como sendo pautas contra o trabalhador, na tentativa de desgastar sua imagem frente aos mato-grossenses.

Sachetti relembrou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e assegurou que, desde então, tem se pautado em privilegiar o que será melhor para o Brasil para definir cada um de seus votos. “A falácia da esquerda tem prejudicado a discussão. A Dilma não conduzia o país com o respeito que o Brasil precisa. Estava nos transformando em uma Venezuela, na iminência de começar a faltar produtos primários. Votei favorável a sua saída para segurar o emprego, que estávamos vendo irem todos embora com a crise. Votei para proteger o trabalhador, contra o desemprego e acima de tudo pautado pela verdade sobre o que está acontecendo”, esclareceu.

O parlamentar também falou sobre a reforma trabalhista e expôs que as mudanças refletirão em uma relação mais facilitadas entre patrão e empregado, desde a própria desburocratização de novas contratações até maleabilidade na discussão sobre férias e o cumprimento de outros direitos. “A CLT precisava ser atualizada e fizemos isso com a garantia que nenhum direito se perderia. Isso que dizem, sobre perdas, é discurso criado pela esquerda para tentar se beneficiar, mas a verdade é que férias, décima terceiro e outros tantos direitos fundamentais não foram retirados. O que temos agora são regras mais objetivas para contratação, melhores mecanismos de relação de trabalho e flexibilização. A pessoa poderá fracionar suas férias se quiser e ter meios de melhor se relacionar com seu empregador”, defendeu.

Quanto a uma polêmica portaria recentemente publicada pelo Governo Federal, Adilton comentou que a fiscalização feita sobre as condições de trabalho em propriedades rurais, de fato, precisa de um novo norte e regramento para que fazendeiros que recebam o título de expor seus funcionários a condições análogas a escravidão realmente mereçam esse enquadramento. “Pela questão política se desvirtua a realidade dos fatos. Um fiscal ideológico, por exemplo, vê lá um colchão de um alojamento de 11 centímetros e enquadra o dono da propriedade por ter na sua fazenda condições análogas a escravidão, ou então pela falta de tela para insetos no refeitório ou coisas do tipo. Nas nossas casas, a média do colchão é de 10 a 15 centímetros, então realmente temos que parar com essa subjetividade. (…) Não sou favorável a maus tratos, a jornadas extenuantes ou coisas do tipo, mas que se defina exatamente o que é trabalho escravo e se puna com o rigor da lei aqueles que estiverem descumprindo”, defendeu.

Sobre a votação que “salvou” o presidente Michel Temer (PMDB), denunciado pelo ex-procurador da República, Rodrigo Janot, Sachetti, mais uma vez, esclareceu que privilegiou o Brasil e ressaltou que Temer responderá por seus atos. “Não perdoei ao Temer. Se ele fez algo errado, que pague assim que terminar o mandato, ou seja, daqui um ano, conforme preconiza a Constituição. Mas tira-lo agora seria um desastre para economia e ruim para todos nós. Se ele sai entra quem? Essa pessoa também não tem processos? (…) Se votássemos pela abertura do processo agora, ele (Temer) seria afastado, substituído por um presidente temporário, em caso de condenação teríamos uma nova eleição em um tempo onde já estaríamos em preparação para uma segunda eleição, a do ano que vem, e obviamente o Brasil ficaria travado. Íamos ficar falando só de política e perderíamos o tempo de recuperar nossa economia, enquanto isso temos 15 milhões desempregados. (…) A verdade é que hoje temos dois tipos de políticos: um que preza pelo desenvolvimento e outro que prioriza o discurso. A diferença é que o primeiro trabalha com a realidade”, relatou.

Apesar das graves crises, Adílton trouxe a reflexão que não só a classe política, mas diante a tantos escândalos emergentes talvez seja a hora de toda população brasileira repensar seus atos. “O momento pode ser positivo porque estamos chamando todo mundo a reflexão. Está na hora de pensarmos sobre a nossa “corrupção de todo dia”, pequenos atos que cometemos e que precisam ser mudados. Precisamos refletir e construir uma sociedade nova, com valores e que vai refletir em melhora em todos os setores. No Congresso existem pessoas de bem e malandros também, claro, que vão lá para fazer fortuna. Precisamos ter clareza sobre o que está acontecendo nesse país e agir pela verdade”, finalizou.

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