Muro sobe, ritmo da obra desce: Abad projeta mudanças no CT em...
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Muro sobe, ritmo da obra desce: Abad projeta mudanças no CT em 2017

Fonte: Caio Filho*, Edgard Maciel de Sá e Hector Werlang
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Se a situação financeira do Fluminense é pior do que Pedro Abad esperava, o Centro de Treinamento Pedro Antonio Ribeiro da Silva está adiantado. Ao menos é o que garante o próprio presidente, ao citar a construção da torre (o prédio administrativo e da concentração). Mas a falta de recursos atrasará a conclusão do local e vira um desafio para aumentar a segurança de quem o frequenta. Ao anunciar a diminuição do ritmo da obra, o dirigente revelou que avalia o erguimento de um muro para diminuir a chance de repetição de casos de violência.

Inaugurado em 21 de julho de 2016, dia dos 114 anos da fundação do Fluminense, o CT recebeu o primeiro treino em 11 de outubro. A torre deveria sair do papel apenas em 2018. Porém, por decisão de Peter Siemsen, ex-presidente, o cronograma foi adiantado.

–  Vamos diminuir o ritmo das obras. Não será o investimento que foi feito para o ano passado. Será mais lento. Parar totalmente, nunca vai parar. Tem coisas que podem até perecer. Estamos terminando o que já havia sido contratado, e agora vamos diminuir para investir recursos em quitação de dívidas e, eventualmente, até no próprio time de futebol. Mais para a frente, vamos retomar e terminar o CT – disse Abad, em entrevista ao GloboEsporte.com.

+++ 30 dias no Flu: Abad faz limpeza no futebol e explica situação financeira+++ Under Armour ou Kappa? Flu define últimos detalhes para anunciar fornecedoraPor falta de recursos, o Tricolor não contratou mais nenhum serviço para concluir a construção. Ela foi paralisada pois o empréstimo feito por Pedro Antonio Ribeiro da Silva, quem financia a obra, chegou ao teto de R$ 7 milhões. Atualmente, operários finalizam instalações elétricas e hidráulicas. É necessário concluir ainda os quartos da futura concentração, a sala de imprensa, o auditório, o terceiro campo e a nova rua de acesso. 

– Aquela torre era algo que só estava previsto para o final de 2018. A obra está muito adiantada e, até pelo momento financeiro do clube, a gente pretende, nesse momento, não contratar esses serviços que não sejam extremamente essenciais para o futebol funcionar – acrescentou o dirigente. A preocupação com a segurança fez o presidente entrar em ação para modificar um pouco o projeto original do vice-presidente de Projetos Especiais, Pedro Antonio. Um muro – ou alguma barreira em volta do perímetro do CT – deve ser construído para dar maior estabilidade ao local.- Já estamos olhando projetos de como fazer da melhor forma possível. Há uma série de medidas. Hoje a segurança está muito reforçada no Centro de Treinamento. Estamos estudando a possibilidade, analisando as alternativas para, inclusive, colocar o muro. Existem outras alternativas, como cerca-vidro, diversas opções – detalhou o mandatário.+++ Após invasão e tiros, Flu procura a PM em busca de mais segurança no CT+++ Invasão, tiroteio, agressão e prisão: polícia evita roubo em CT do Flu+++ Fluminense sofre assalto no CT do clube na madrugada de sábadoPrincipal reclamação de quem visita o local, o acesso deve mudar em breve. A ideia original era criar uma rua que ligaria a Avenida Ayrton Senna ao novo CT. A obra, que tem valor estimado em R$ 3 milhões, é tratada como prioridade. Por enquanto, o caminho é pela Avenida Comandante Guaranys, rota de fuga de criminosos do principal foco de confrontos armados na Cidade de Deus, comunidade vizinha ao local. – A construção da rua não atende só aos terrenos do Fluminense. Atende a todos os terrenos em volta, todos seriam beneficiados. Então estamos tratando não só com a Prefeitura, mas com o SESC e com os proprietários dos outros terrenos vizinhos para solucionar. A rua, no momento certo, vai sair, dentro do cronograma de recursos financeiro – destacou o presidente.

A ideia, entretanto, não é isolar o CT dos arredores. Mesmo com a construção do muro, a intenção é se aproximar da comunidade e abrir o Fluminense para os moradores da Cidade de Deus. Há conversas com a associação de moradores da região.- Seriam ações como uma eventual presença de um atleta, para mostrar que o Fluminense está presente, aberto à comunidade, que não tem nenhum tipo de preconceito, quer estar perto da comunidade. Tem coisas que não precisamos de dinheiro para fazer. A presença física já é muito importante. Um atleta visitar a comunidade, jogar bola com as crianças, mostrar como é o mundo do futebol, enfim, se aproximar – explicou Abad.

*Estagiário, sob supervisão de Hector Werlang.