Mulheres são homenageadas na AL e recebem moções de aplauso
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Mulheres são homenageadas na AL e recebem moções de aplauso

Fonte: Da redação
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Cerca de 250 mulheres foram homenageadas com Moções de Aplauso na noite desta quinta-feira (8). O evento, requerido pelo deputado estadual Valdir barranco (PT), lotou o plenário das deliberações Renê Barbour, na Assembleia Legislativa, e teve como lema: lugar de mulher é onde ela quiser.

“Infelizmente, ainda vivemos um separatismo enorme. Salários desiguais, direitos desrespeitados, agressões verbais, físicas e sociais; baixa representatividade política e subjugamento. Enfim, ainda há muito a se avançar quando o assunto é reconhecimento e garantias dos direitos da mulher. Nosso objetivo foi reconhecer o valor de cada uma e dizer que todas as mulheres merecem e precisam ser respeitadas em suas opções, sejam quais forem. Lugar de mulher é onde ela quiser”, explicou o deputado.

A professora da Unemat, Eliana Ignotti, lembrou que “mulher precisa ter voz!” e rechaçou as desigualdades sociais: “toda mulher tem o direito a dizer não!”

“Temos o direito a dizer não! Não somos obrigadas a fazer sexo contra vontade, usar as roupas que a sociedade acha mais adequada, falar ou nos portar como ditam as regras sociais. Temos o direito de fazer nossas próprias escolhas, de ganhar salários iguais aos pagos aos homens que exerçam as mesmas funções. Temos o direito de dizer não e de ser respeitadas por nossas opções.”

A delegada adjunta da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), Ana Cristina Feldner, falou sobre a violência contra a mulher e chamou a atenção para a importância da denúncia. Dados da DHPP mostram que Mato Grosso é o estado com a maior taxa de feminicídio do país: 4,6 casos a cada 100 mil mulheres. Só este ano, seis mulheres foram assassinadas em Cuiabá e Várzea Grande. Todos os casos elucidados pela PJC.

“Não podemos nos calar e aceitar que os homens continuem subjugando as mulheres e usando da força para conseguir vantagens, sexuais ou não. Temos que denunciar todo e qualquer tipo de agressão. Não somos obrigadas a fazer o que não queremos. Exigimos respeito.”