Mudança no Foro não atinge possíveis crimes de Valtenir, que segue no...
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Mudança no Foro não atinge possíveis crimes de Valtenir, que segue no STF

Fonte: Da Redação com OD/FolhaMax
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Foto - Estadão

A decisão do Supremo Tribunal Federal – STF no sentido de restringir as regras do Foro Privilegiado poderá fazer muito parlamentar trazer seus processos da Alta Corte para o Tribunal de Justiça ou Justiça Comum, mas não é o caso do deputado federal, Valtenir Pereira (MDB), que é acusado de “Crimes Praticados por Funcionários Públicos Contra a Administração em Geral – Peculato”, em inquérito que está nas mãos do ministro Roberto Barroso.

Isto porque, a flexibilizará apenas para possíveis crimes sem conexão com a função parlamentar, ou seja, antes dos mandatos federais e não é o caso do mato-grossense. Segundo a acusação do Ministério Público Federal e acolhida pelo Judiciário, Valtenir teria usufruído, já como deputado, de serviços fraudulentos de um posto de combustível que é investigado por funcionar como banco para lavagem de dinheiro de propinas no famigerado esquema de corrupção da “Ararath”.

O posto em questão é de propriedade de Gércio Marcelino Mendonça Júnior, que como delator ajudou a investigação traçar a rota da propina no estado. Ele confessou que se utilizava da fachada de seus postos de combustível, da Rede Amazônia de Petróleo, para operar um banco de lavagem de dinheiro em benefício de políticos.

Valternir gastou valores redondos de R$ 2 mil por diversos meses. Questionado pela Procuradoria-Geral da República, o parlamentar afirmou que ‘a identidade de valor constante nas notas fiscais se dá em razão do fato de que a aquisição de combustíveis é feita por meio de tickets de mesmo valor R$ 10,00 (dez reais); e a escolha pelo posto de combustíveis se deu em razão de sua localização, próxima ao seu gabinete’.

Mais dor de cabeça

Pereira ainda acompanha o desenrolar da delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que revelou que o deputado cobrou entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões de propina por conta de uma obra executada para construção de pontes na cidade de Colniza, que estava “ilhada” por conta das chuvas. Este material, porém, está nas mãos de outro ministro, Luiz Fux.

Em sua defesa, Valtenir ressaltou que nunca tratou de nada ilícito com Silval e que todas tratativas com o ex-governador, que chegou a ser preso por corrupção no fim do mandato, eram “institucionais e republicanas”. O parlamentar ainda ressaltou que não tem ‘nada a ver com a Operação Ararat. Afirmou que as denúncias são uma tremenda sacanagem que fazem com ele, brincadeira de mau gosto e que estão confundindo “alhos com bugalhos”, referindo-se ao MPF.