MORO NÃO TEM PARTIDO – Dr. Francisco Mello
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MORO NÃO TEM PARTIDO – Dr. Francisco Mello

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Se deixarem a Lava Jato trabalhar ela julgará corruptos de qualquer cor, credo ou ideologia e logo os lulistas reconhecerão que Moro não tem partido e sim amor à pátria, honradez e competência.

No Brasil os partidos tradicionais estão alvejados pela Lava Jato. Dentro em breve muitos não se reelegerão e seus processos serão alcançados pela “República de Curitiba”, ou glória.

Antonio Di Pietro, magistrado italiano, que atuou na operação “Mãos Limpas”, esteve com Sergio Moro em palestra no Rio Grande do Sul. Di Prietro foi acusado de perseguir a esquerda e ser parceiro da CIA.

Muitos corruptos foram julgados e presos, até que a direita assumiu o poder na Itália e legislou pela implosão da referida operação. Os Juízes não foram culpados pela extinção da operação que tinha apoio popular e sim a maioria política.

Por aqui, muitos se beneficiaram com a lentidão da Justiça de forma que a prescrição de crimes virou regra; Falando como cidadão e não como advogado, se alguém só deve ser preso após o trânsito em julgado de sentença condenatória, a justiça deve julgar em prazo razoável e não deixar prescrever as ações penais.

Caso prevaleça o entendimento de prisão em segunda instância, cabe aos advogados corrigirem erros processuais ou prisões ilegais, manejando habeas Corpus; e, se noutra frente, a estratégia for o trote largo em busca do trânsito em julgado disparar os Recursos: Especial e Extraordinário, com seus agregados: Agravo de Instrumento, Agravo Regimental etc.

Por sua natureza a Lava Jato é disruptiva, não segue paradigmas anteriores para beneficiar alguém. Seu mantra é: Dura lex sed lex.

Que o povo exija a punição dos corruptos sem viés ideológico de forma a vivenciarmos um autêntico Estado de Direito.

Dr. Francisco Mello dos Santos é Advogado Criminalista – OAB-MT 9550 e Professor de Carreira. Especialista em Direito Penal e Processual Penal.  (669) 96892292.