Ministro da CGU diz que para combater a corrupção, tem que diminuir...
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Ministro da CGU diz que para combater a corrupção, tem que diminuir a burocracia e mudar o atual modelo de controle e transparencia

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Assessoria

Diminuir a burocracia, mudar o atual modelo de controle e aperfeiçoar a transparência. Estas são algumas medidas para combater a corrupção no país, sugeridas pelo ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Valdir Moysés Simão, nesta sexta-feira (26/06), durante reunião mensal da Diretoria do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt).

Segundo o ministro, a CGU está desenvolvendo ações e criando mecanismo para inibir o desvio de dinheiro público, e como parte dessas ações, ele veio a Cuiabá para acompanhar a adesão do governo de Mato Grosso ao Programa Brasil Transparente.

G4468Na reunião com empresários do setor industrial do Estado, Simão defendeu três pontos de vista que podem ajudar o Brasil a deixar de ocupar o 69º lugar no ranking sobre a percepção de corrupção no mundo, que analisa 175 países e territórios. São eles: a prevenção, que nada mais é do que implantar uma cultura de gestão transparente, a detecção, que significa aparelhar os órgãos de fiscalização e de inteligência para se chegar aos envolvidos, e a punição. “A partir disso, a pessoa poderá até se envolver em atos corruptos, mas estará correndo um risco. Porque se for descoberta, haverá punição”.

Segundo o ministro, muita coisa já foi feita, porém é preciso mais avanço, como por exemplo, melhorar a transparências nas gestões públicas, mudar o atual modelo de controle e diminuir a burocracia exagerada que atrapalha o desenvolvimento do país. “O setor produtivo não pode pagar pela ineficiência dos governos, seja na esfera municipal, estadual ou federal”, acrescentou. Além disso, o ministrou ressaltou a importância do cidadão não se envolver em pequenos ou grandes atos de corrupção, e denunciar qualquer um que tenha conhecimento.

Para o presidente do Sistema Fiemt, Jandir Milan, o combate à corrupção deve ser ensinado desde cedo às crianças, inclusive, em sala de aula, para que seja formada uma nova geração de adultos que não mais aceitarão qualquer prática de corrupção. “A carga tributária no Brasil é de 40%, mas o retorno desse dinheiro em investimentos na saúde, na educação, na segurança é quase zero, porque a maior parte se perde até chegar a quem mais precisa”.

Como boa prática de combate à corrupção, Milan citou a iniciativa do Serviço Social da indústria (Sesi), em parceria com a CGU e o Instituo Mauricio de Souza, que celebram o Dia Internacional Contra a Corrupção com uma série de ações por todo país.

Embaixador da Alemanha

Ao final da reunião, os diretores do Sistema Fiemt receberam a visita do embaixador da Alemanha, Dirk Brengelmann, que destacou as ações de combate à corrupção naquele país e também sobre novas possibilidades de negócios entre Brasil e Alemanha. Ao embaixador, Milan pediu para que se aperfeiçoe um diálogo com a indústria alemã, no sentido de abrir as portas para empresários mato-grossenses.

“Duas vezes por ano participamos de importantes feiras na Alemanha, agora queremos conhecer o processo industrial deles, por meio de visitas técnicas. Certamente, temos muito o que aprender, inclusive na geração de energia solar, no qual são referência.

Montreal