Militância demais e respeito de menos
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Militância demais e respeito de menos

Fonte: Da Redação
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Foto - NMT

Gabriel Martins da Silva é um jovem rapaz de Rondonópolis que tem se enveredado, como tantos no Brasil, pela militância política raivosa, que acentuou-se tanto na chamada “direita” como na “esquerda”, nos últimos anos. O grande problema desse pessoal é que eles não estão sabendo dosar e reconhecer o limite entre o que é ser combativo e o que é desrespeito. Gabriel, que é membro do chamado “Movimento Brasil Livre” – MBL, foi recebido, ao lado de mais um companheiro seu, pelos vereadores de Rondonópolis no intuito de vender a ideia e ganhar o apoio para a causa “Escola Sem Partido”, que nacionalmente é defendida por vários congressistas como forma de frear a doutrinação, sobretudo marxista, em crianças, adolescentes e jovens brasileiros da parte de professores que não conseguem desfazer de suas ideologias na prática do lecionamento. A causa é discutível, mas até aí vale o debate. O problema foi quando Gabriel sugeriu aos vereadores da cidade apoiarem um projeto do MBL de instalar dentro das salas de aula do Município um material, a ser fixado na parede, com os “deveres do professor”. Educador de carreira, o vereador professor, Sidnei Fernandes (PDT), fez o contraponto de que isso poderia constranger os profissionais e a partir daí surpreendeu-se com a maneira visivelmente alterada que Gabriel assumiu. O militante disse que o vereador havia posto “palavras em sua boca” e pôs-se a esbravejar dentro da Casa de Leis, faltando com respeito não só com Sidnei, mas com todos que estavam presentes, entre eles vários vereadores. O presidente da Casa, Rodrigo da Zaeli (PSDB), teve que exigir “questão de ordem” para talvez o rapaz se lembrar que não estava em um boteco de esquina. Ao que parece, o contraditório no Brasil não tem mais espaço para ser puramente o motivo da criação de um bom debate, mas já nasce sendo recebido como um confrontamento adversário asqueroso que merece ser combatido com grito, grosseria, palavras de ordem e o que mais for preciso.

Aí é como se tivessem cinco homens empurrando para fora do atoleiro e outros cinco empurrando para trás. Pobre do Brasil…

Montreal