Mídias sociais: o comportamento diante das telas
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Mídias sociais: o comportamento diante das telas

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* Leonardo Marques 

Na era da internet, a força das mídias sociais é incontestável. Elas estão mudando a forma como nos relacionamos uns com os outros, como compartilhamos informações e, sobretudo, a maneira como nos comportamos.

Conectados quase que 24 horas por dia em computadores, tablets, celulares e smartphones, nossas vidas se tornaram livros de páginas abertas. Chegamos até nossos amigos e às informações na velocidade de um clique. Somos parte de uma geração considerada multitela, multitarefática, ultraconectada, ativa e crítica.

Atualmente, são centenas de milhares de sites, páginas, redes, blogs e aplicativos que permitem que seus usuários possam se manifestar. Mas, até que ponto exploramos esses recursos de forma responsável? Será que estamos perdendo o limite ao nos expor excessivamente nas redes sociais?

É fato que essa nova realidade cibernética fez com que o compartilhamento de mensagens, fotos e áudios entre amigos, parentes e, até mesmo, desconhecidos se tornasse rotina para muitos. Entretanto, o crescimento e a popularização das mídias sociais também desencadeou um fluxo desenfreado de troca de informações sem qualquer tipo de filtro ou cuidado.

Por exemplo, você sairia colando uma fotografia da frente da sua casa em qualquer muro? Ou xingaria alguém que você nem conhece na frente de milhões de pessoas? A resposta óbvia às perguntas deveria ser “não”, mas é exatamente isso que muitos andam fazendo na internet. Esquecendo que as ações no mundo virtual têm consequências semelhantes às do mundo real.

Um fato recente que chocou o país e escancarou a “falta de educação” no mundo virtual, foi a morte do cantor Cristiano Araújo. Desprovidos de qualquer conduta ética, noção de responsabilidade ou comportamento coletivo, profissionais filmaram o processo de preparação do corpo do cantor para o funeral e enviaram às redes sociais.

Para retomar um pouco do senso de comportamento nas redes sociais, vamos a algumas dicas: para começar, não escancare a sua vida na internet. Proteja a sua identidade digital, nunca informe sua senha e procure alterá-la periodicamente.

Evite postar sua rotina e trajeto a cada segundo. Isso é arriscado, pode atrair a atenção de criminosos – além de ser desagradável para os seus amigos. Cuidado com as críticas e desabafos. Rede social não é terapia onde você pode contar tudo da sua vida pessoal e profissional.

A propósito, evite falar mal da empresa que você trabalha. O artigo 482 da CLT prevê demissão por justa causa quando o funcionário possui um vínculo claro com a empresa e emite um comentário que venha a difamar a organização, não importando o canal ou veículo de comunicação.

Um mar de likes e shares nem sempre é sinal de popularidade. Segundo um estudo elaborado pelo pesquisador Jonah Berger, conteúdos que despertam emoções fortes, como raiva, são compartilhados mais facilmente. Procure ser um disseminador de conteúdos relevantes e não de futilidades ou fatalidades. A internet é um grande megafone digital e é difícil controlar o volume exacerbado de boatos, rumores e situações.

Educação é requisito básico em qualquer relacionamento. O mundo é social. As pessoas se organizam em redes, trocam informações em suas comunidades e se unem em torno de experiências que fluem lado a lado com a história de cada um de nós. Catalise sempre as boas ideias e não se prenda ao “calor do momento” – sem maiúsculas, por favor. Na dúvida, não clique.

Leonardo Marques é CEO e fundador da Engaje, empresa mato-grossense especializada em mídias sociais

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