Meu destino
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Macropel

Meu destino

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Deus do céu, como dores eu sofria
Sob as visões que eu via da amada
E seus pútridos atos de embalada
Que eu, mesmo de longe, os sentia.

Tão linda, tão formosa e tão fria,
Como o céu ilustrado por fachada,
Escondia um cruel inferno, calada.
E tantos males para mim ela fazia.

Acreditei na sua dignidade ultrajada,
Exprimi minha dor com a face sorrindo,
Disfarcei a febre e a lágrima derramada.

Pude entender que nada mais era lindo,
Que meus sonhos eram alvo de risada
E o meu destino chorar vendo-a rindo.

Anexo

E as gargalhadas foram proferidas…
Todas elas esfaqueavam o coração,
Não tinha o infeliz uma única oração
Que ao menos o poupasse das feridas.

Tinha somente as lágrimas corridas
Para arder e dificultar a cicatrização…
Momentos que requeriam uma benção
Pois as vistas já estavam escurecidas.

Era o tempo de se entregar a maldição,
No cessar de um amor e do querer.
Entender e aceitar a triste abjunção.

Era o destino marcado pelo sofrer,
Escrito por quem ri dessa condição
E gargalha da angústia de morrer.

Montreal