Medeiros surge favorito e lideranças reforçam importância de voto local para Federal
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Medeiros surge favorito e lideranças reforçam importância de voto local para Federal

Fonte: Assessoria.
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Foto: Internet.

Com a já confirmada saída do ex-prefeito Adilton Sachetti (PRB) da condição de deputado federal, em 2019, já que o mesmo disputa o Senado Federal nas eleições de outubro, três candidaturas de Rondonópolis surgem como as mais viáveis para garantir uma das oito vagas disponíveis na Câmara Federal para a cidade mais importante do interior. Apesar do ex-governador e atual deputado federal, Carlos Bezerra (MDB), ainda manter seus laços com a cidade, a verdade é que ele já virou um cidadão de outras regiões há algum tempo. Dentre os nomes colocados, José Medeiros (Pode) é o que apresenta mais peso e foi o único da cidade lembrado em pesquisa espontânea divulgada nesta quarta (12), pelo Insituto Mark. Sachetti, inclusive, tem reforçado localmente a necessidade do voto útil e pelos interesses da cidade, algo também replicado pelo ex-governador, Rogério Salles (PSDB).

Medeiros atualmente é o presidente estadual do Podemos e concentra em si as ações do partido no estado, condições que seus principais adversários locais, caso do atual vereador, Fábio Cardozo (PDT), e que a professora, Marildes Ferreira (PSB), não possuem. Mas o principal fator que diferencia o PRF das outras opções rondonopolitanas para o cargo de deputado federal é o lastro que ele consegue ter em todo estado, o que deve lhe render votos na capital e até em outras regiões que não somente a sul, coisa que dificilmente seus concorrentes terão, devido ao trabalho de destaque que realizou no Senado Federal nos últimos quatro anos e que lhe rendeu a posição de estar entre os mais 10 indicados do país segundo o ranking Congresso em Foco. Outro fator que pesa a favor de Medeiros é a chapa em que se encontra e que é considerada, por muitos, como a que deve render mais eleitos, já que conta com nomes como Neri Geller (PP), Ezequiel Fonseca (PP) e Emanuel Filho (PTB), além do próprio líder do Podemos.

Combativo nos últimos anos como senador, Medeiros se aliou ao senador capixaba, Magno Malta (PR), e ganhou notoriedade estadual e até nacional após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, onde foi um dos atores principais no Congresso Nacional. O discurso forte e os momentos de antagonização em meio a debates acalorados com as principais figuras nacionais do PT, como a senadora, Gleise Hoffman (PT), levaram Medeiros, por exemplo, a ter a maior página de Facebook entre os políticos de Mato Grosso, ficando a frente do próprio governador Pedro Taques (PSDB) e até do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), com mais de 167 mil seguidores. Magno, inclusive, que é um dos nomes mais conhecidos do meio evangélico, virá a Rondonópolis, nos próximos dias, para uma carreata em apoio a Jair Bolsonaro (PSL), mas sobretudo para pedir voto ao amigo que quer virar deputado.

Salles critica Pátio

O ex-governador de Mato Grosso, Rogério Salles (PSDB), ressaltou que as lideranças locais precisam se unir com o pensamento sobre o melhor para Rondonópolis, sob pena da cidade perder a representatividade que tradicionalmente teve no Congresso Nacional. O tucano foi duro, inclusive, com o atual prefeito da cidade, Zé Carlos do Pátio (SDD), que tenta emplacar o nome do médico Leonardo Albuquerque (SDD) para deputado federal. O médico, segundo comenta-se nos bastidores, tem como meta ser prefeito de Cáceres no futuro, cidade que fica na divisa com a Bolívia. “Isso é uma irresponsabilidade. Empurrar uma situação dessas goela abaixo do povo de Rondonópolis é colocar os interesses partidários acima dos da cidade”, criticou.

Sachetti reforça a estratégia

Segundo mais votado para deputado federal, em 2014, entre todos os candidatos do estado, sendo que boa parte dos 112.722 votos – exatos 47.866 – foram em Rondópolis, Sachetti também vê ganhos com a eleição de políticos locais para os anseios dos moradores do Município. “O político quando é da cidade o povo sabe onde ele mora, sabe como falar com ele e é sempre mais fácil essa relação assim. Essa união do povo de Rondonópolis, que sempre ocorreu, é muito importante que ocorra novamente (…) Os candidatos locais tem naturalmente a preferência e eu acho salutar poque você elimina o intermediário, não depende de terceiro para chegar ao seu representante. Óbvio que o respeito aos candidatos de fora é sempre válido, mas a tendência a  priorizar os da cidade contribui muito para a fortificação da política local”, avaliou.