Medeiros não está inelegível e pode disputar em outubro, mesmo após decisão...
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Medeiros não está inelegível e pode disputar em outubro, mesmo após decisão do TRE

Fonte: Da assessoria
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Foto: Reprodução.

A cassação do mandato do senador José Medeiros (PODE) pelo Tribunal Regional de Mato Grosso (TER-MT), na última terça-feira (31), não significa a inegabilidade do parlamentar. Pela legislação, Medeiros continua apto e pode manter o projeto de reeleição.

Na manhã desta quarta-feira, em declaração à imprensa cuiabana, o senador destacou que vai recorrer da decisão. Medeiros disse estranhar o fato da decisão do TRE-MT ter saído às vésperas do processo de convenções partidárias para definir as candidaturas no processo eleitoral de outubro deste ano.

O senador classificou a situação como um ato de patifaria e uma forma de prejudica-lo no processo eleitoral que está perto. “Estou estarrecido com essa decisão do TRE. Por que cassaram? Por causa de uma ata. Ata que eu nunca assinei, nunca cheguei perto. Isso é uma patifaria, é uma mentirada, plano de fundo para tirar da vida pública um sujeito pobre que não se dobra”, disse o senador em entrevista à rádio cuiabana capital FM.

Medeiros também deixou claro que a decisão do Tribunal não vai fazer com que ele recue do projeto de reeleição ao senado.  Nas redes sociais, em um curto vídeo, o senador destacou que o projeto está mantido e que não há impedimento legal para que ele não dispute a reeleição.

O senador chegou ao senado no final de  2014, após o governador eleito Pedro Taques, renunciar ao mandato para abrir espaço a Medeiros.

No entanto, houve um questionamento sobre uma possível fraude nas atas que definiram as suplências do então candidato Pedro Taques ao senado nas eleições de 2010.  A alegação é que na ata original Paulo Fiúza aparecia com primeiro suplente, devido a desistência do Zeca Viana que abriu mão da suplência de Taques para concorrer a AL e Medeiros, desta forma , seria o segundo suplente.

Em cima dessa suspeita que o TRE tomou a decisão de cassar Medeiros e isentando Pedro Taques e dando, em tese, a vaga do senador rondonopolitano para Fiúza.  A assessoria de Medeiros, no entanto, acredita que o senador pode recorrer da decisão sem a necessidade de deixar o cargo.