MBL de Rondonópolis defende o Programa Escola Sem Partido
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MBL de Rondonópolis defende o Programa Escola Sem Partido

Fonte: Thiago Mattar
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Em reunião na Câmara de Rondonópolis, representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) apresentaram aos vereadores o Programa Escola Sem Partido. Ao defender a neutralidade política, ideológica e religiosa nas escolas da rede pública, o assunto é alvo de polêmicas desde a elaboração do Projeto de Lei 867/2015, que ainda tramita na Câmara Federal.

Dois representantes do MBL de Rondonópolis reivindicaram aos vereadores um projeto de lei municipal que decrete a fixação de cartazes orientando a postura dos professores nas salas de aula do município por meio de seis diretrizes básicas (leia o cartaz abaixo).

Em atividade há apenas um ano, o MBL Rondonópolis possui 144 curtidas em sua página do Facebook e aproximadamente 60 membros ativos.

Os argumentos apresentados não agradaram a maioria dos vereadores presentes. Para Orestes Miráglia (Solidariedade), uma das responsabilidades do educador é estimular a crítica dos conteúdos abordados em sala de aula. “Há uma diferença entre professor e educador. Penso que professor é aquele que chega na sala de aula e despeja os conhecimentos científicos; educador é diferente, é aquele que forja cidadãos, e forjar cidadãos é oportunizar que aquela criança ou jovem tenha uma visão de mundo ampliada”, disse.

Já segundo o vereador Sidnei Fernandes (PDT), “o projeto não é ruim, mas vai fazer com que os professores se sintam constrangidos com essa iniciativa”.

“A fixação dos cartazes serviria apenas para os alunos saberem dos seus direitos”, defendeu Gabriel Martins, integrante do MBL em Rondonópolis.

Ao final da reunião, os vereadores acordaram em discutir mais profundamente o tema para avaliar a possível inclusão da pauta em próximas sessões.

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