Mato Grosso elege uma mulher para cada Parlamento
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Mato Grosso elege uma mulher para cada Parlamento

Fonte: Olivre.
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Foto: Montagem/O Livre

Há oito anos sem representante feminina no Congresso Nacional, nas eleições deste ano Mato Grosso elegeu uma mulher para cada Parlamento. Além disso, pela primeira vez na história, duas eleitas foram campeãs de voto, uma para o Senado e outra para a Assembleia Legislativa. Três mulheres com histórias, trajetórias e ideologias distintas. Uma de direita, outra de esquerda e ainda a de centro.

Juíza Selma Arruda (PSL), que recebeu 678,5 mil votos e foi a mais bem votada para senadora, será a voz feminina do Estado no Senado. Antes dela, a última e única eleita havia sido Serys Slhessarenko (PRB), em 2002. Candidata pela primeira vez, Selma se aposentou da magistratura conhecida pela prisão de figurões da política, como o ex-governador Silval Barbosa e o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva. Senadora do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), título que ela mesma usou na campanha, a juíza aposentada entra para a política com o discurso conservador da extrema direita.

Para a Câmara Federal, que não elegia uma mulher desde Thelma de Oliveira (PSDB) em 2006, foi eleita a professora Rosa Neide (PT), com 51 mil votos. Servidora pública estadual, Rosa Neide já foi secretária de Estado de Educação. Filiada ao partido do candidato a presidente Fernando Haddad e do ex-presidende Luiz Inácio Lula da Silva, ela foi eleita com apoio do deputado federal Ságuas Moraes (PT) e do ex-secretário do Ministério da Educação Carlos Abicalil (PT) e assume a próxima legislatura como uma das representa da esquerda no Congresso, com pautas mais sociais, voltadas ao ideal igualitário e controle estatal da economia.

Já Janaina Riva (MDB), reeleita deputada estadual por Mato Grosso com maior número de votos, 51,5 mil votos, continua sendo a única voz feminina na Assembleia Legislativa, que conta com 24 parlamentares. Filha de José Riva, Janaína cresceu respirando política, começou sua atuação desde cedo e aos 27 anos foi eleita deputada pela primeira vez, também como a única mulher e a mais jovem desta legislatura. Filiada ao MDB, a parlamentar tem um posicionamento liberal, que oscila entre centro direita e centro esquerda, especialmente no que diz respeito aos direitos individuais e sua defesa do feminismo e das bandeiras LGBTI+.