Marco Túlio cumpre promessa e provoca MPF sobre BR 163/364
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Marco Túlio cumpre promessa e provoca MPF sobre BR 163/364

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Reprodução

O renomado empresário de Rondonópolis, Marco Túlio Soares, dono da premiada Casa de Carnes Celeiro, cumpriu sua promessa de domingo (10), feita nas redes sociais, e ingressou com um pedido de intervenção do Ministério Público Federal – MPF, neste início de semana, para que o órgão atue junto ao contrato de concessão da BR 163/364 que passa pelo Mato Grosso e que foi realizado ainda pela presidente da República, Dilma Rousseff (PT), antes de ser impeachtmada, junto ao empresário e executor dos grandes esquemas de corrupção em meio ao governo petista, Marcelo Odebrecht, que está preso há mais de dois anos.

Soares postou em sua conta no Instagram e reproduziu no seu Facebook a imagem que retirou de um trecho todo defeituoso entre Rondonópolis e Cuiabá, elencando o absurdo de ter de encarar pistas extremamente esburacadas em trajeto ainda de boa parte com pista simples, com o atenuante do risco de acidentes pela existência de inúmeros caminhões, e ainda ter de pagar mesmo assim três pedágios a um custo total de R$ 13,00 para ir ou vir da capital, cada vez, segundo o empresário. “Aí você vem e vai de carro de Cuiabá, paga R$ 13,00 (…) corre um baita risco de vida e ainda se depara com uma lástima desta”, postou.

Na outra parte do texto, Marco ainda citou o nome da empresa Rota do Oeste, empresa subsidiária do Grupo Odebrecht, e que assumiu a concessão da via. “Cadê o compromisso de manter as estradar em bom estado (?). Aff… Para “acabá” isso”, indignou-se, finalizando e pedindo intervenção até o do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Duarte Monteiro. “Sei que aí não é responsabilidade sua (a rodovia federal), mas lhe pedimos encarecidamente uma intervenção”, terminou o desabafo.

O contrato conseguido por Marcelo junto aos petistas prevê que R$ 6,8 bilhões deverão ser aplicados na rodovia federal em 30 anos, o que garante a duplicação do trecho da divisa com Mato Grosso do Sul até Sinop, no norte do estado. Mas sabe-se se lá o porquê, especificamente o pedaço em meio a todo este trajeto que fica entre Rondonópolis e Cuiabá, um dos mais movimentados, seguiu na responsabilidade do Departamento Nacional de Infrastrutura – DNIT. Ou seja, o que Marco Túlio entendeu como absurdo é ainda mais absurdo.

Além disso, a Odebrecht, ou melhor, a Rota do Oeste requisita agora R$ 1,4 bilhão, que também está em contrato, que seriam liberados em forma de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES para aportar o seguimento das obras. Caso contrário, elas seguirão a passos de tartaruga ou plenamente paralisadas, embora os pedágios sigam arrecadando. Para que se desfaça esse contrato agora, um ‘caminhão de dinheiro’ teria que ser colocado da parte do Poder Público para indenizar a empresa, coisa que certamente não ocorrerá. Já sem o financiamento do BNDES a concessionária pode sentar em cima do contrato e ficar puramente arrecadando.

Enquanto todo este parto de gato não ganha um fim, o povo segue morrendo ou, quando com sorte, quebrando seus veículos nas crateras encontradas na rodovia quase que diariamente. Marcelo Odebrecht já já sairá da prisão para passar o natal em família e já poderá até trabalhar de casa, onde permanecerá “preso” a partir de agora. Dilma, por sua vez, fala até em se candidatar de novo, depois do vergonhoso fatiamento que fizeram com sua pena pelos crimes de responsabilidade que a derrubaram. Seu oráculo, o ex-presidente Lula, lidera as pesquisas para voltar ao poder, enquanto pode ir para a cadeia já no fim de janeiro.

Em Mato Grosso, no campo e em sua área industrial, o estado segue produzindo para salvar a balança comercial nacional enquanto sofre com o orçamento sem nenhuma proporcionalidade de sua importância econômica que segue vindo de Brasília. Todos os cidadãos do estado, sem exceção, deveriam imitar o que fez Marco Túlio. É o mínimo que todos poderiam fazer para ao menos demonstrar seu descontentamento por tamanho desrespeito.