Manifestantes fazem vigília contra o fechamento da UTI Pediátrica de Rondonópolis
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Manifestantes fazem vigília contra o fechamento da UTI Pediátrica de Rondonópolis

Fonte: Thiago Mattar e Bruno Pinheiro
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Manifestantes acenderam velas e fizeram passeata contra o fechamento da unidade. Foto: NMT.

Nesta terça-feira (14), entre o final da tarde e o início da noite, mais de 300 pessoas participaram de uma vigília contra o fechamento da UTI Pediátrica da Santa Casa, fechada nesta semana por falta de repasses do governo do estado e atraso no pagamento de funcionários.

Velas foram acesas pelos manifestantes e afixadas na calçada em frente ao prédio. Éder Lúcio de Souza, superintendente da Santa Casa, esteve presente na manifestação e seguiu em passeata pelas ruas próximas. Segundo ele, o hospital precisa de uma política de financiamento definitiva. “Nós estivemos com o governador meses atrás, e ele falou que é o governador que mais abriu UTIs dentro do estado; porém, os serviços não conseguem funcionar sem os recursos financeiros, não dá para fazer mágica”, disse.

A unidade foi inaugurada pelo governador Pedro Taques (PSDB) em agosto de 2016. Composta por 10 leitos, a UTI atendia crianças de Rondonópolis e de outros 19 municípios da região sul do estado. As internações beneficiavam desde bebês com 28 dias de vida a menores de 12 anos. O valor total da obra foi de R$ 600 mil.

“Cadê os políticos? Eles deveriam estar aqui caminhando junto com a gente, mas não estão; mas a gente não vai descansar enquanto a UTI não for reaberta”, disse Kelly, uma das manifestantes.

“É uma calamidade mesmo! Cadê aqueles políticos que prometeram de enviar o dinheiro? E nós estamos aqui lutando e vamos continuar até que a UTI reabra; não é possível brincar com a saúde”, disse a manifestante Iracema Diná de Peixoto, que promete estar na rua ao menos duas vezes por semana para pedir a reabertura da unidade.

De acordo com a diretoria da Santa Casa, a dívida total do governo do estado com o hospital é de R$ 5,3 milhões. Na sexta-feira (10), o estado realizou um pagamento de pouco mais de R$ 868 mil, mas não foi o suficiente para impedir o fechamento da UTI.

Além de círculos de orações, os manifestantes caminharam por entre as ruas que cercam o prédio e gritaram palavras de ordem. Sem o acompanhamento das autoridades de trânsito, algumas pessoas correram risco de atropelamento na Avenida Fernando Correa da Costa.

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