Mais votados, Selma e Barbudo se enrolam na Justiça Eleitoral
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Mais votados, Selma e Barbudo se enrolam na Justiça Eleitoral

Fonte: Da Redação NMT
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Deputado eleito tem impressão de material incompatível com sua equipe e assume que tem um milhão de santinhos guardados, enquanto Selma teria omitido contratos e agido "por fora" em vários pagamentos feitos com fontes não declaradas em sua campanha. Foto: Arquivo/MidiaNews

Se nacionalmente o até pouco tempo nanico PSL, que surpreendentemente se tornou grande após as eleições deste ano, ainda segue e com muita força o discurso da moralidade entoado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), no Mato Grosso a verdade é que a cada dia e a cada nova notícia trazida à tona o cenário mostra que as vozes grossas e até outrora firmes contra a corrupção da senadora mais votada, Selma Arruda (PSL), e do deputado federal campeão de votos em 2018, Nelson Barbudo (PSL), vão perdendo o tom e desafinando aos criteriosos ouvidos populares.

De acordo com laudos técnicos já emitidos no Tribunal Regional Eleitoral – TRE/MT, Selma teria omitido doações recebidas, ocultado contratos estabelecidos com prestadores de serviço, dentre outras irregularidades. Ao todo, são citadas nove inconformidades contra a ex-juíza, que chegou a usar por muito tempo a alcunha de “Moro de Saia”, sem a autorização, obviamente, do juiz paranaense que agora será ministro da Justiça. Dentre as possíveis maracutaias contábeis realizadas pelo grupo de Selma, está até mesmo a omissão de pagamentos ao Facebook para impulsionamentos.

Segundo laudo apresentado, Arruda, não trouxe à luz da legalidade pagamentos “gordos”como o de R$ 690 mil para a produtora de cinema que auxiliou na produção dos seus materiais audiovisuais. Pesa sobre os ombros da juíza, já há algum tempo, o fantasma do Caixa II antes mesmo do pleito ser finalizado. Quatro cheques da conta corrente pessoa física da candidata foram utilizados como pagamento em um acordo nunca legalizado com marqueteiros. Até o presente momento, não ficou claro para os analistas das contas da ex-juíza de onde saíram os fundos para custear os três cheques emitidos no valor de R$ 150 mil e um quatro de R$ 100 mil, totalizando R$ 550 mil, pagos “por fora” aos prestadores de serviço.

E como se confusão pouca fosse bobagem e o risco iminente da Justiça Eleitoral travar o mandato que sequer começou da juíza ser uma realidade bem palpável, eis que Nelson Barbudo (PSL) também acaba de ganhar um novelo de linha todo emaranhado para desembaraçar. A incompatibilidade dos seus números contáveis chamou a atenção da examinadora de contas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Grace Cristiane Carvalho Gasparoto. Barbudo imprimiu 3,3 milhões de santinhos, quase 18 mil adesivos e tinha 60 bandeiras para apenas 17 pessoas contratadas e seis voluntários trabalharem.  Como foram cerca de 40 dias apenas de campanha, as 23 pessoas envolvidas teriam que distribuir 82.500 santinhos por dia para justificar as impressões, o que daria pouco mais de 3.500 santinhos a cada turno por envolvido, excluindo o restante dos materiais.

Como a discrepância é mais que relevante, Grace indicou possível omissão de receitas estimáveis e recomendou reprovação de contas de Barbudo, assim como foi feito com Selma. A assessoria do deputado eleito deu a justificativa que houve um “erro” de impressão e que com Nelson existem cerca de um milhão de santinhos que não foram entregues e que estão arquivados. O montante daria para ter levado seu nome para quase metade da totalidade dos eleitores do estado. Muita gente tem brincado que foi sorte dos concorrentes a “falta de tempo”, ou era possível que o campeão de votos tivesse sido ainda mais absoluto nas urnas e deixado quase todo mundo sem voto. Brincadeiras à parte, Bolsonaro  não deve estar nada contente com as notícias que lhe chegam do Pantanal.