Mais que na campanha, governo exigirá habilidade de Bolsonaro
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Mais que na campanha, governo exigirá habilidade de Bolsonaro

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Adriano Machado REUTERS

As eleições de 2018, finalizadas no mês passado, talvez foi a mais polarizada da nossa história recente. Trouxe intrigas, fofocas, fakenews e foi considerada a campanha onde a “boataria” fez a diferença. No final de tudo, venceu a extrema direita, capitaneada pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Temos vistos seguidores do candidato vencedor fazendo postagens como se a vitória fosse maiúscula e esmagadora, mas a verdade é que não foi, sobretudo se observarmos os números que Bolsonaro foi eleito, ou seja, pela minoria dos aptos a votar. Explica-se.

Com aproximadamente 31% dos eleitores votando nulo ou não comparecendo nas urnas, somado ao percentual de mais de 44% obtidos pelo candidato petista Fernando Haddad (PT), os números são absolutamente claros para demonstrar que, no segundo turno, nenhum dos dois projetos agradaram uma parcela considerável da população e Bolsonaro tem mais da metade do povo com o nariz torcido para si.

O social-liberal terá que “pedalar” muito para ganhar essa parte considerável de gente que não acreditou nele e nem no oponente para ter a tranquilidade necessária para avançar bem, principalmente com projetos anti-populares que inevitavelmente terá que encarar para tirar o país da crise econômica atual.

Além de governar para todos, conforme prometeu, terá de aliar um olho na gestão e outro no ambiente político para diminuir sua rejeição, que ainda é muito grande e que pode atrapalhar sim seu trânsito no Congresso e em outros setores. Dilma Rousseff (PT), por exemplo, sofreu muito em seu segundo mandato principalmente pela vitória apertada em cima de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno de 2014.

Quando se ganha uma eleição com menos de 60% no segundo turno o pleito fica muito mais vibrante, emocionante e gostoso de comemorar entre os aliados. Mas a verdade é que o governo já começa sim, de certa maneira, enfraquecido. Bolsonaro, já com tanto tempo de política, sabe disso. Seus aliados, porém, parece que não.