Maggi reclama preço de pedágio na BR 163 e diz: “DNIT precisa...
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Maggi reclama preço de pedágio na BR 163 e diz: “DNIT precisa concluir as obras”

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Estudos mostram que a BR 163, um dos mais importantes eixos estruturantes do país, deverá movimentar somente em maio deste ano – no trecho de Sinop (MT) a Miritituba (Pará)-, algo em torno de dois milhões de toneladas.  Seguindo estas previsões, serão no mínimo seis milhões de toneladas de carga movimentadas em 2016.

“Isso significa que os grandes usuários da rodovia precisam ser atendidos com acessos portuários de qualidade para poder fazer frente, durante o ano todo, às demandas que terão, e com isso, fazer com que os produtos cheguem aos portos marítimos e sejam exportados”, disse Blairo Maggi em discurso na tribuna do Senado, nesta quinta-feira (18.02).

Segundo o parlamentar, investimentos da iniciativa privada estão sendo feitos ao longo da rodovia, mas, o Governo Federal precisa cumprir sua obrigação e concluir a obra.

“É fundamental que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) não desperdice os recursos já aplicados e que a rodovia receba imediatamente os trabalhos condizentes de conserva, restaura e manutenção, enquanto aguardamos os procedimentos para a licitação da concessão”, alertou.

Maggi enumerou as obras emergentes para que vários projetos sejam concluídos e o transporte de modais integrado.  Para o mato-grossense, além dos acessos portuários aos Terminais de Miritituba e Santarénzinho, são imprescindíveis as obras de duplicação nas travessias urbanas nas sedes dos municípios e distrito com rotatórias em nível; terceiras faixas nas serras e retificação de traçado onde ocorrem problemas com a geometria da rodovia. É preciso também fazer previsão de duplicação nos locais onde serão instalados os superpostos que abrigarão até mil carretas por dia e a reestruturação do pavimento para que a rodovia suporte o trânsito de cinco mil carretas diariamente.

“Estes projetos somados, sinalizam para 2018, uma previsão mínima, de mais nove milhões de toneladas de carga. Dessa forma, tanto no acesso rodoviário de Miritituba como no de Santarénzinho os volumes de toneladas movimentas devem exceder 15 milhões de toneladas em 2018. Isso fará com que tenhamos 8.750 de eixos por dia nesse trecho da BR-163”, argumentou.

PEDÁGIO

Blairo fez questão de destacar o alto valor do pedágio associado à necessidade do DNIT concluir as obras.

“O valor estipulado de R$ 10,50, mesmo sendo o de parâmetro de lançamento do edital, está elevado, a ponto de inviabilizar os empreendimentos. O preço ideal seria de R$ 5,50 por eixo, já que serão sete praças de pedágio. Mas, para isso, se fazem urgentes ajustes para atingirmos tal objetivo. O ponto de partida é a conclusão da BR-163 na conta do Governo Federal por meio do DNIT e não, repassando os custos de implantação à concessionária”, criticou

Montreal